
O império dos EUA e a Nicarágua, por Chomsky
Author(s) -
Michel Justamand
Publication year - 2021
Publication title -
latin american journal of development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2674-9297
DOI - 10.46814/lajdv3n2-037
Subject(s) - humanities , political science , philosophy
Desde a conquista dos territórios que hoje compõem os EUA houve formas de imposição sociais, culturais, políticas e econômicas. Assim, indígenas sofreram brutalmente perdendo seus territórios ancestrais para os ditos civilizados. Os negros transplantados da África também sofreram e sofrem os maus-tratos com os indígenas. O governo das elites agrárias tomou medidas para garantir o controle das terras e dos bens produzidos. Desejosos pelo acesso ás terras de outrem, ou seja, os espaços ocupados pelos povos conhecidos como latinos. Essas elites construíram suas ideologias que constituem, na escrita crítica de Noam Chomsky, verdadeiras posturas imperiais militares. Tais posturas se voltam também aos países vizinhos que se tornaram independentes e soberanos, mas que aos olhos dos EUA podem e devem ser anexados. E é contra essa forma de imperialismo, nazista, nos termos do autor, que pretendemos apresentar o caso singular da Nicarágua. Chomsky analisa ponto a ponto fatos históricos da década de 80 de muitos países da America Latina, mas esse caso é especial por que o estado nicaragüense venceu os EUA na ONU, fato inédito e os estadunidenses foram obrigados a pagar indenização pelos danos causados, algo que nunca foi feito.