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Comunidade Ilha do Bananal
Author(s) -
Eliete Borges Lopes
Publication year - 2016
Publication title -
albuquerque
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2526-7280
pISSN - 1983-9472
DOI - 10.46401/ajh.2016.v8.3827
Subject(s) - humanities , sociology , art
Meu lugar de pertencimento na pesquisa junto da população em situação de rua é um lugar que está no coletivo, não é meu, é deles. E nesse lugar onde pesquisa e vida não se separam o esforço é o de compreender, por exemplo, como se constitui uma ética da rua. Como se constituem as comunidades com traços particulares de bando e nomadismo. Junto dessa população percebemos, por exemplo, o aprofundamento dos laços sociais que criam pertencimentos e afetos e que revela uma população ativista e rebelde, que em face do abandono, tem como estratégia de defesa e de luta, o 'bando' que somado à afetividade, trazem à tona comunidades nascentes, comunidades em Devir. Estas comunidades mobilizam espaços, temporalidades, fatos e artefatos sociais e da cultura, de maneira a subverter o desejo de pólis e consagrar-se ao desejo de Plaza (praça). O desejo de plaza é o desejo de rua, aquele que se constitui na “inexpropriação”. O que é irredutível a essa população, o que lhes é inexpugnável, é justamente não apenas a contingência da rua, mas o seu desejo, tanto a amparo como a r-existência. Essa ambiguidade, e não apenas essa, forja em grande medida o sentido da comunidade que vem, essas potências ensaiam as condições de possibilidade de uma política da rua, de uma vida comum, no sentido de uma vida compartilhada, isto é o mesmo que a utopia de uma comunidade nascente e de uma comunidade que ainda está vindo.

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