O BUFÃO COMO PERSONIFICAÇÃO DA CONTRADIÇÃO NA BAIXA IDADE MÉDIA
Author(s) -
Meire Aparecida Lóde Nunes,
Bianca Camargo Avanço
Publication year - 2020
Publication title -
notandum
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2763-5899
pISSN - 1516-5477
DOI - 10.4025/notandum.vi53.51779
Subject(s) - humanities , philosophy
O texto em tela é decorrente de inquietações acerca das contradições humanas que, por ora, são delimitadas temporalmente na Baixa Idade Média Ocidental. Entre as principais contradições/embates medievais destaca-se a que se estabelece entre espírito/intelecto e matéria/corpo. O personagem em estudo, o bufão, faz parte da cultura popular cômica medieval que está entre a loucura e a sabedoria, tornando-se expressão de uma das contradições do período. O desenvolvido do estudo ocorre em dois momentos: pesquisa teórica com fundamentação em autores como Jacques Le Goff, Peter Burke e Mikhail Bakhtin; e análise iconográfica da obra The Festival of Fools do artista Pieter Bruegel (1524-1569). O estudo nos possibilitou entender que a designação de grotesco ao bufão é decorrente de seu comportamento de rebaixamento, entendido pela exagerada aproximação dos aspectos materiais e carnais que lhe propicia o crédito de louco. Todavia, a loucura que se opõe a racionalidade, também é parte da natureza humana e quando bem direcionada torna-se possível a sabedoria. Assim, a condição de louco ou sábio é resultante do equilíbrio das duas partes que só é possível quando o homem possui autoconsciência e assume a direção de suas ações.
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