
SEM MITO NEM CAVERNA
Author(s) -
Amanda Marilia Seabra Pereira Leite,
Dominique Santos
Publication year - 2020
Publication title -
notandum
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2763-5899
pISSN - 1516-5477
DOI - 10.4025/notandum.vi53.51697
Subject(s) - humanities , political science , philosophy
Criado em 2004, o projeto chamado de “Escola sem Partido” ganhou notoriedade nos últimos anos, sobretudo a partir de 2014, quando recebeu apoio da família Bolsonaro. Apesar da nomenclatura, trata-se de uma proposta conservadora, de direita, e que esconde interesses políticos e partidários. Além disso, ela tem sido interpretada como algo que fere a Constituição Federal, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e o Estatuto da Criança e do Adolescente e, por isso, recebido inúmeras críticas, tanto no âmbito legal quanto no educacional. Além destas tensões, acreditamos que o projeto é um cavalo de Tróia que carrega consigo outros perigos, pois, se implementado, a “Escola sem Partido” poderia representar também uma “Escola sem Sujeito”. Essa é a problemática discutida no artigo. Mobilizando o léxico psicanalítico, sobretudo o conceito de “alienação”, visto sob a ótica das contribuições da psicanálise freud-lacaniana, fazemos uma leitura desse debate, alertando para os riscos de uma fragmentação dos sujeitos envolvidos nos processos de ensino-aprendizagem na Educação Brasileira.