
Tempo para o diagnóstico da hanseníase e sua relação com fatores sociodemográficos e clínicos/Time for leprosy diagnosis and its relation to sociodemographic and clinical factors
Author(s) -
Natalia Marciano de Araújo Ferreira,
Rejane Kiyomi Furuya,
Jéssica Maia Storer,
Antônio Carlos Vieira Ramos,
Juliane de Almeida Crispim,
Ricardo Alexandre Arcêncio,
Flávia Meneguetti Pieri
Publication year - 2020
Publication title -
ciência, cuidado e saúde
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1984-7513
pISSN - 1677-3861
DOI - 10.4025/cienccuidsaude.v19i0.53967
Subject(s) - medicine , gynecology
Objetivo: investigar os fatores associados ao tempo decorrido entre a identificação dos sinais e sintomas relacionados à hanseníase até o diagnóstico dos casos atendidos na atenção primária à saúde. Método:estudo transversal e analítico, realizado na atenção primária à saúde em um município de grande porte localizado no sul do Brasil, com amostra de 245 indivíduos. O período analisado foi de 2009 a 2016, por meio das fichas de notificação e consulta ao prontuário. Para análise do tempo para o diagnóstico de hanseníase (categorizado em 0 a 5 anos ou 6 anos ou mais), conduziram-se análises de frequência relativa simples, bivariada e regressão logística binária aferida pelo OddsRatio (OR) e intervalo de confiança de 95%. Nível de significância estatística estabelecido de 5% para todas as análises. Resultados: o tempo para o diagnóstico variou de 1 mês a 20 anos, sendo necessários, em média, 7,9 consultas e 4,6 anos para obtê-lo. Ter três ou mais hipóteses aumentou a chance de diagnóstico tardio, comparado ao oportuno (OR ajustado=4,82; IC95%: 2,13-10,89; P<0,001). Conclusão:o tempo decorrido para o diagnóstico teve impacto nas características da hanseníase, sendo que quanto maior o número de hipóteses apresentadas, maior o tempo decorrido para o diagnóstico e, consequentemente, maiores as chances de apresentar GIF instalado.