
Breves ponderações sobre o conceito de pessoa em Santo Tomás de Aquino
Author(s) -
Marcelo Augusto Pirateli,
Terezinha Oliveira
Publication year - 2008
Publication title -
acta scientiarum. human and social sciences
Language(s) - English
Resource type - Journals
eISSN - 1807-8656
pISSN - 1679-7361
DOI - 10.4025/actascihumansoc.v30i1.1943
Subject(s) - reflexive pronoun , possession (linguistics) , philosophy , human being , dominion , epistemology , humanities , humanity , theology , law , political science , linguistics
Este trabalho tem como objetivo fazer algumas considerações sobre o conceito de pessoa em Santo Tomás de Aquino. A nosso ver, ao discutir essa questão, estaremos buscando o próprio entendimento do que seja o homem no século XIII. Para Santo Tomás, a pessoa é definida como um indivíduo racional e livre, ou seja, uma substância individual de natureza racional sendo, portanto, o que há de mais perfeito em toda natureza criada. Por ser livre, determina as suas escolhas, tendo a capacidade de conhecer a sua existência e de atribuir a si mesma os seus próprios atos em um estado de auto-possessão, apreendendo-se como um todo autônomo e responsável. Ser pessoa implica não apenas o existir em si, e para si, mas também ser senhor de si. Assim, só o homem entre os seres do mundo visível merece o nome de pessoa por representar na sociedade o seu papel. Short considerations on the concept of person in St. Thomas Aquinas are provided. The discussion of the issue brings to the foreground the idea of the human being in the 13th century. Thomas Aquinas defined the human person as a rational and free individual, or rather, an individual substance of a rational nature and, consequently, the most perfect in created nature. Since the person is free, he or she acknowledges his or her own existence and attributes to himself/herself his/her own acts in a state of self-possession. In fact, he/she knows that himself/herself as an autonomous and accountable being. A human person implies not merely his/her proper existence to and for himself/herself, but also a dominion of himself/herself. Consequently, the term person is proper only to the human person among the beings of the visible world, since he or she represents his or her role in society