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Contribuições do debate modernidade/pós-modernidade para a compreensão da crise socioambiental: um estudo sobre teses e dissertações em educação ambiental
Author(s) -
Maria Fernanda Zanatta Zupelari,
Rosa Maria Feiteiro Cavalari
Publication year - 2020
Publication title -
actio docência em ciências
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-8923
DOI - 10.3895/actio.v5n2.12189
Subject(s) - humanities , philosophy , political science
Diante da crise socioambiental, uma das possíveis formas de compreendê-la é como uma manifestação da crise do conhecimento da sociedade contemporânea ocidental, ou seja, da forma pela qual nossa sociedade conhece, relaciona-se e intervém na natureza. Este texto, produto de uma dissertação, tem como objetivo identificar aspectos da contribuição teórica do debate Modernidade/Pós-Modernidade apresentados nas pesquisas acadêmicas brasileiras sobre Educação Ambiental que se propõem a compreender, contextualizar e explicar a crise socioambiental, e, dessa forma, colaborar para a fundamentação teórica deste campo do conhecimento. A investigação se deu a partir da análise de vinte e quatro dissertações e teses selecionadas no Banco do Projeto Educação Ambiental no Brasil: análise da produção acadêmica (teses e dissertações), e caracterizou-se como pesquisa do tipo estado da arte. A Análise de Conteúdo foi o instrumento analítico utilizado para a interpretação qualitativa. Foram analisadas dezoito dissertações de mestrado e seis teses de doutorado, que foram defendidas entre os anos de 1992 e 2009, em dezenove instituições de ensino e pesquisa, localizadas, concentradamente, nas Regiões Sudeste e Sul do país.  Podemos compreender que o debate Modernidade/Pós-Modernidade está presente nas pesquisas sobre Educação Ambiental no Brasil, e que tece relações entre a crise socioambiental e o Paradigma da Modernidade. Aponta-se que, sete trabalhos o fizeram objetivamente, cinco promoveram o debate de forma latente e outros onze preocuparam-se em descrever uma possível transição paradigmática, que estaria ocorrendo entre o paradigma da Modernidade e seu sucessor, como consequência da crise socioambiental. Os trabalhos analisados indicam consenso que a crise ecológica, ambiental ou social é uma crise complexa, que já não pode ser reduzida a fatores da escassez ou finitude de recursos naturais. A experiência de crise, segundo tais pesquisas, está fundamentada em alguns aspectos do Paradigma da Modernidade, tais como: a fragmentação do conhecimento científico moderno; o desencantamento do mundo; o Cristianismo; a racionalidade; o antropocentrismo e o eurocentrismo. A relação entre a crise socioambiental e a crise da Modernidade é caracterizada por esse conjunto de trabalhos pela indissociabilidade entre os dois elementos, e, dessa forma, não pode ser explicada pela rígida relação simplificada de causa-efeito.

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