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A abordagem de sexualidade e gênero na disciplina de ciências no currículo de São Paulo: análise dos cadernos do professor e aluno
Author(s) -
Gabrielly Nunes de Paula,
Meiri Aparecida Gurgel de Campos Miranda
Publication year - 2020
Publication title -
actio
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-8923
DOI - 10.3895/actio.v5n2.10920
Subject(s) - humanities , philosophy
O presente estudo teve como objetivo identificar as concepções de sexualidade e de Educação em Sexualidade presentes no material do Currículo de São Paulo para o ensino de Ciências para o 8º ano, a partir da análise das orientações aos professores/professoras, das estratégias e dos conteúdos propostos. Trata-se de uma pesquisa documental cujo objeto de análise foi o volume 1 dos Cadernos do Professor e do Aluno de Ciências da 7ª série/8ºano do Ensino Fundamental. Para tal, utilizamos como referencial de análise as dimensões da sexualidade; identificamos se e como o material em estudo aborda as questões de gênero e discutimos limites e possibilidades da proposta, dentro de uma perspectiva emancipatória de Educação em Sexualidade. A análise evidenciou o predomínio da dimensão biológica nas situações de aprendizagem selecionadas, o que está de acordo com o esperado para um currículo de Ciências. No entanto, em diversos trechos, existem orientações para professores e atividades que abordam aspectos socioculturais e/ou psicológicos da sexualidade. A situação de aprendizagem sobre sexo seguro foi a que apresentou a maior quantidade de trechos que abordam aspectos socioculturais e psicológicos, ao evidenciar componentes individuais da vulnerabilidade. Por outro lado, a situação de aprendizagem que trata de gravidez na adolescência privilegia o aspecto informativo, deixando de lado os fatores psicológicos e socioculturais fundamentais para o fomento à reflexão. Observamos, também, que a abordagem de sexualidade é mais ampla nas orientações às(aos) docentes do que no material das(os) alunas(os). Mesmo com as limitações dos materiais estudados, é possível a prática de uma Educação em Sexualidade emancipatória, que fomente a criação de espaços de fala, de escuta e reflexão nas aulas, superando o aspecto informativo já há muito criticado. Para que isso ocorra, as formações inicial e continuada precisam sensibilizar docentes para a complexidade do tema e prepará-las(os) para a tarefa.

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