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Exu, magia e liberdade
Author(s) -
Francisco Rivas Neto
Publication year - 2020
Publication title -
estudos afro-brasileiros
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2675-3227
pISSN - 2675-3219
DOI - 10.37579/eab.v1i1.8
Subject(s) - status quo , sociology , humanities , art , political science , law
As religiões afro-brasileiras foram descaracterizadas, refutadas e preconceituadas por uma sociedade dominante, que luta pela manutenção do status quo (princípio apolíneo), foram atacadas naquilo que mais amedrontava e mais amedronta essa mesma sociedade, a entidade sobrenatural, Exu. Mas por que Exu é a divindade do panteão afro-brasileiro mais criticada e associada ao diabo ou demônio cristão? Seria porque para Ele tudo é possível? Seria porque é contra as injustiças e desigualdades, sejam espirituais, cósmicas ou sociais? Ou seria por ser Exu a encarnação da vontade inquebrantável, permitindo aos homens conseguir tudo de que necessitam? Exu é o indutor da autodeterminação, da quebra de interdições sociais, que limitam a liberdade, por isso dá aos homens acesso aos meios mágicos, religiosos, de melhorar sua sorte. Os mitos de Orunmilá Ifá afirmam que Exu persuadiu a Lua e o Sol a trocarem seus domínios, mudando assim a ordem das coisas, contrário, pois, como se percebe, à manutenção do status quo.

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