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Mia Couto: representação e subalternidade, em Mulheres de cinza
Author(s) -
José Paulo Cruz Pereira
Publication year - 2021
Publication title -
convergência lusíada
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2316-6134
pISSN - 1414-0381
DOI - 10.37508/rcl.2021.n45a426
Subject(s) - subaltern , humanities , philosophy , physics , politics , political science , law
A nossa leitura incide sobre: a) a representação da subalternidade em Mulheres de Cinza; b) as implicações de sentido do complexo processo de nomeação da voz narradora de Imani, transversal à trama ficcional dos três romances de As Areias do Imperador. Parte, com esse propósito, da ponderação do duplo sentido de «representação» em Can the Subaltern Speak?, de Gayatri Spivak, analisando: a) a forma como aí se alinham os pressupostos de O 18 do Brumário de Louis Bonaparte, de Karl Marx, e de A Questão Meridional, de Antonio Gramsci, na descrição do seu conceito de subalterno; b) a forma como, em Mulheres de Cinza, se projeta a sua configuração do subalterno como excluído. Fá-lo pondo a descoberto quer a instância do neutro, de que nos fala Maurice Blanchot – em L’entretien infinit... –, quer a da singularidade, tal como Spivak a desdobra em An Aesthetic Education in the Era of Globalization – lidos como investidos numa das fábulas com as quais Mia Couto os alegoriza.

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