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Latifúndio pecuarista e sesmarial
Author(s) -
Aldo Manoel Branquinho Nunes
Publication year - 2021
Publication title -
raízes revista de ciências sociais e econômicas
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2358-8705
pISSN - 0102-552X
DOI - 10.37370/raizes.2021.v41.682
Subject(s) - humanities , philosophy
O presente trabalho propõe uma reflexão teórica a partir de uma revisão bibliográfica realizada no sentido de identificar como, no campo da teoria social brasileira, constitui-se e consolidou-se uma tendência que tem influenciado, de forma dominante, desde o século XVIII, a compreensão do processo de ocupação e povoamento do interior do Nordeste. Tendência que fundamentou (como estou chamando) o mito original dos Sertões nordestinos que se apoia na tese sesmarial sobre a formação territorial e na determinação do latifúndio pecuarista como base constituinte dos processos de ocupação do solo e de conformação das relações sociais que serviram para legitimar, de forma quase que inconteste, o construto teórico ideológico da “civilização do couro”. Essa dominância teórica, de certa maneira, tem acomodado muitos estudiosos do meio rural nordestino, levados muitas vezes a assumirem essa versão como pressuposto e a não se empenharem na realização de estudos com o devido rigor empírico de modo a identificar, ao longo desse processo histórico, trajetórias de povoamento e ocupação do solo diferentes, a exemplo das comunidades quilombolas e de cultivadores livres, que coexistiram, muitas vezes de forma paralela, às iniciativas de desocupação/ocupação comandadas pelo avanço das boiadas e da fundação de currais de gado ao longo do Rio São Francisco e de seus afluentes por sesmeiros e fazendeiros.

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