
ASSOCIAÇÕES ENTRE AUTO-CONCEITO FÍSICO E MOTIVAÇÃO PARA O EXERCÍCIO EM ADOLESCENTES: INTERACÇÕES COM O NÍVEL DE PRÁTICA E O GÉNERO
Author(s) -
Mónica Silva,
António Labisa Palmeira
Publication year - 1970
Publication title -
revista de educação física
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2447-8946
pISSN - 0102-8464
DOI - 10.37310/ref.v79i148.237
Subject(s) - psychology , philosophy , humanities
Este estudo analisou o auto-conceito físico e a importância atribuída ao auto-conceito em adolescentes, estudando a sua associação com a motivação para a prática de actividade física e veri cando se varia consoante o nível de actividade física e género. Método: Participaram neste estudo 460 estudantes (223 do sexo feminino e 237 do sexo masculino, M=16.60 e DP=1.18 anos). Utilizaram-se os instrumentos Behavioral Regulation in Exercise Questionnaire - 2 (BREQ-2, Palmeira et al, 2007, .58<alfa<.83), para avaliação motivação para o exercício e o Physical SelfPerception Prole R (PSPP-R, Palmeira et al, 2009, .75<alfa<.89), para avaliação do auto-conceito físico. O estudo comparativo foi realizado através da MANOVA, enquanto que o estudo correlacional foi efectuado através da correlação de Pearson. Resultados: Os adolescentes que praticam desporto federado tem valores signicativamente superiores aos restantes grupos (desporto não federado e só Educação Física) na maioria das dimensões do auto-conceito físico, importância atribuída às dimensões de auto-conceito e motivação. Os moços registaram valores mais elevados no auto-conceito físico (com excepção do corpo atractivo onde não se registaram diferenças) e motivação quando comparados com as moças (p<.05). No entanto, as moças e moços do grupo que pratica desporto federado apresentam valores muito próximos de auto-conceito físico e motivação. As regulações motivacionais menos auto-determinadas apresentaram associações negativas com o auto-conceito físico, enquanto que as mais autodeterminadas revelaram associações positivas (p<.05). Conclusões: Este estudo sugere que quanto maior o nível de prática, mais elevados são os valores de auto-conceito físico, importância atribuída às dimensões do auto-conceito e motivação, o que deve promover a manutenção da prática de actividade física no longo-prazo.