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CELULITE PERIORBITÁRIA EM CRIANÇA: RELATO DE CASO
Author(s) -
Luiza Trevisan Reolon,
Bárbara Biffi Gobardo,
Thayrine Anissa Martinazo,
Izabella Zgoda,
Patrícia Freitag Ferreira,
Roberto Augusto Fernandes Machado
Publication year - 2019
Publication title -
fag journal of health (fjh)
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2674-550X
DOI - 10.35984/fjh.v1i3.127
Subject(s) - medicine
INTRODUÇÃO: Celulite periorbitária é o tipo mais frequente infecção orbitária, com ocorrência durante todas as fases da infância e maior prevalência entre o sexo masculino, entre as principais causas estão traumas, picada de inseto, conjuntivite e infecções de vias aéreas superiores. Caracteriza-se por edema inflamatório bipalpebral e na porção anterior do septo orbitário, podendo ou não haver extensão posterior para a órbita. É frequentemente tratada clinicamente, entretanto a natureza ou gravidade da infecção pode progredir a tal ponto em que a intervenção cirúrgica torna-se imperativa. DESCRIÇÃO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 6 anos, vítima de trauma leve em região frontal do crânio. Após avaliação médica hospitalar, foi realizada sutura do ferimento corto-contuso e prescrição de sintomáticos. Após 2 dias paciente retornou ao pronto-socorro apresentando-se prostrado e com relatos de episódios de êmese. Ao exame físico, verificou-se temperatura de 38,9ºC, presença de edema e hiperemia periorbital bilateral, mais pronunciados à direita, ferida em face com sinais flogísticos e secreção purulenta. Foi então realizado internamento do paciente, hidratação e início imediato de antibiótico endovenoso - oxacilina e ceftriaxona. Depois de 12 horas a criança evoluiu com melhora do estado geral, porém com piora do edema periorbitário bilateral. A tomografia de crânio realizada não demonstrou alterações. Após 5 dias de tratamento hospitalar e boa evolução do quadro, o tratamento domiciliar com antibioticoterapia  pode ser realizado. CONCLUSÃO: A celulite periorbitária é secundária a traumas ou infecções do trato respiratório, mas também pode ser devido a infecções de pele, dentais e nasolacrimais. Exames de imagem são de suma importância para excluir a presença de celulite orbitária e para guiar os planos terapêuticos. Os pacientes devem receber antibioticoterapia de amplo espectro, sendo que em alguns casos a intervenção cirúrgica torna-se necessária. Não é uma patologia que deve ser subestimada, apesar da evolução favorável e da baixa taxa de complicações, caso não diagnosticada e tratada precocemente pode levar a complicações irreversíveis.

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