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Disfunção Erétil
Author(s) -
Oswaldo M. Rodrigues,
Mônica R. B. Pugliese
Publication year - 1993
Publication title -
revista brasileira de sexualidade humana
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2236-0530
pISSN - 0103-6122
DOI - 10.35919/rbsh.v4i1.845
Subject(s) - medicine , gynecology
Com o objetivo de reconhecer as expectativas quanto a possível, tratamen- tos, durante a fase diagnóstica, de homens impotentes sexualmente, procedeu-se a estudo retrospectivo de 1681 pacientes, em clínica privada de caráter multidiscipli- nar. As expectativas quanto aos possíveis tratamentos encontram-se apresentados nas respostas ao Inventário I.H.E. de sexualidade masculina, forma III, referindo aceitação, rejeição/desconhecimento sobre as seguintes condutas: cirurgias, psicote rapias, medicamentos, orientação sexual, prótese peniana, hormônios, outros trata- mentos. A referência anterior à conduta terapêutica no que se refere à aceitação foi maior para medicamento (60,31%); orientação sexual (55,15%) e psicoterapia (52,38%). Em contrapartida, prótese peniana (20,23%), cirurgia (15,87%) e hor- mônio (8%) foram os mais rejeitados. Já os tratamentos mais desconhecidos para estes pacientes foram: outros tratamentos que não os citados (8,73%); hormônios (7,14%); prótese peniana (6,7%) e psicoterapia (6,34%). De 194 (88,18%) indicações do psicoterapia, foram efetuadas 68 (35,57%). Das 34 cirurgias propostas (15,46%), foram realizadas 50%, sendo que dessas 17 cirurgias, 8 eram de implante para prótese peniana (47,06%). O mesmo aconteceu no que se refere aos medicamentos: 40 propostas, (18,18%), sendo realizadas ape- nas 50% delas. Notou-se que as expectativas anteriores à proposta de tratamento pouco influenciam em seu curso real. A opinião abalizada do médico é a que mais conta; percebe-se, porém, que a motivação interna do paciente interfere na realização do tratamento que se realizará à contento, se tal motivação estiver presente de forma positiva. Caso contrário, é de fundamental importância a relação médico-paciente e o quanto ela pode influenciar na aceitação de tratamentos, reestruturando cognitivamente o paciente. Entretanto, observa-se que essas motivações intrínsecas, quando inadequadas, podem ser alteradas com a intervenção a mais de um profissional de saúde mental. Essas motivações intrínsecas ainda devem conduzir o paciente à aceitação de tratamentos para a disfunção erétil.

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