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FATORES ASSOCIADOS A DISFUNÇÕES SEXUAIS NO CLIMATÉRIO
Author(s) -
Kamilla Souza De Jesus Aquino,
Daniela Siqueira Prado,
Bárbara Rhayane Santos,
Íkaro Daniel de Carvalho Barreto
Publication year - 2018
Publication title -
revista brasileira de sexualidade humana
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2236-0530
pISSN - 0103-6122
DOI - 10.35919/rbsh.v29i2.57
Subject(s) - medicine , gynecology , demography , sociology
A Disfunção Sexual Feminina (DSF) é um problema de saúde pública de alta prevalência mundial, relatado por cerca de 40% de todas as mulheres no mundo. O climatério compreende a transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo da vida da mulher, sendo uma fase biológica, e não um processo patológico (BRASIL, 2008). Nessa fase, as mulheres tornam-se mais vulneráveis às disfunções sexuais, em virtude das consequências do hipoestrogenismo (Cabral et al., 2012; Cavalcanti et al., 2014; Crowley, 2018). Por isso, é fundamental compreender o climatério e as mudanças que acontecem nesse período da vida da mulher, incluindo a função sexual, visto que, com o aumento da expectativa de vida, há aumento também da quantidade de anos vividos no climatério. Objetivo: verificar se há diferença na prevalência de disfunção sexual e nos escores dos domínios sexuais segundo status menopausal e avaliar quais sintomas climatéricos estão associados à disfunção. Metodologia: estudo transversal no qual foram incluídas 84 mulheres com idade entre 18 e 68 anos, sexualmente ativas. Avaliou-se idade, estado civil, escolaridade, renda, status menopausal e tabagismo e aplicou-se o Índice de Função Sexual Feminina (IFSF) e o Menopause Rating Scale (MRS), para mulheres pós-menopausa. Para avaliar variáveis categóricas, foi utilizado o teste Qui-Quadrado de Pearson, o nível de significância adotado foi de 5% e software utilizado foi o R Core Team 2018. Resultados: a prevalência global de disfunção sexual (IFSF ≤ 26,5) foi de 42,9%. Segundo estado menopausal, não houve diferença significativa na prevalência de disfunção sexual (37,9 e 53,8%, p = 0,234), mas houve diferença significativa nos domínios da lubrificação (5,1 e 3,9 p = 0,003 e D = 0,750) e excitação (3,3 e 2,7 p = 0,006 e D = 0,673). No grupo pós-menopausa, verificou-se disfunção sexual em 50% das mulheres com sintomas climatéricos severos. Maior frequência de disfunção foi associada a sintomas somatovegetativos (92,9%, 50%, p = 0,036) e urogenitais (92,9%, 58,3%, p = 0,018). Conclusões: a prevalência de disfunção sexual foi alta, não houve diferença na prevalência segundo status menopausal e sintomas climatéricos severos, particularmente, somatovegetativos e urogenitais associaram-se à pior função sexual.

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