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Subimperialismo, IIRSA e o aprofundamento das desigualdades socioambientais
Author(s) -
Matheus Teixeira Barreto
Publication year - 2020
Publication title -
indisciplinar
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3263
DOI - 10.35699/2525-3263.2020.26348
Subject(s) - humanities , political science , philosophy
Os povos sul-americanos vêm sofrendo historicamente com diversos ataques, passando por genocídios, etnocídios e negação dos direitos humanos e do vir-a-ser. Ao longo dessa história, quase sempre quem foi o invasor foram agentes externos hegemônicos, vide Espanha, Portugal e Estados Unidos. Assim, o que surpreende e quase nunca se espera é que esses ataques sejam realizados pelos seus pares e “irmãos”. Diante disso, este trabalho busca demonstrar como as desigualdades socioambientais vêm aumentando devido à ação de novos agentes, não aqueles já conhecidos, mas um que também sofre com a dependência e o subdesenvolvimento, o Brasil. Argumentase que o país foi subimperialista (MARINI, 1974) no início do século XXI, baseando-se em dois grandes grupos de agentes, o BNDES e as mega empreiteiras de construção. Salientase que o processo acabou por aprofundar as desigualdades socioambientais e acelerar a acumulação por espoliação (HARVEY, 2004). Todo esse processo, tendo como justificativa os projetos de integração regional, concebidos e realizados pelo Brasil, cria planos que não integram, mas, sim, entregam a região ao capital internacional. O enfoque do texto está na IIRSA, que levou ao fim territórios ainda mais reprimarizados e commodificados. Buscar-se-á adotar uma metodologia transescalar (VAINER, 2002) ao longo artigo para ilustrar mais e melhor todo o processo.

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