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DERIVA IMUNOLÓGICA: a história natural dos linfócitos
Author(s) -
Nelson M. Vaz,
Gustavo C. Ramos,
Kay Saalfeld,
Jorge Mpodozis
Publication year - 2016
Publication title -
revista da universidade federal de minas gerais
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2316-770X
DOI - 10.35699/2316-770x.2014.2642
Subject(s) - philosophy , microbiology and biotechnology , biology , humanities
O surgimento do sistema imune na filogênese dos vertebrados mandibulados com sua vasta coleção de receptoreslinfocitários expressos de forma clonal é usualmente visto como um processo otimizado para a defesa do organismo.Há uma clara associação entre o neodarwinismo, a visão dominante na Biologia atual e a descrição usual da atividadeimunológica, conhecida como imunidade adaptativa. Neste texto, sugerimos que toda uma nova abordagem à origem dossistemas vivos, denominada por Maturana e Mpodozis deriva filogênica natural, aplicada à imunologia, pode substituir aexplicação neodarwinista sobre a origem da atividade imunológica. Além disso, pelo emprego dos conceitos de tímpanos (spandrels) e de exaptação, criados por Gould e colaboradores, revemos dados da imunologia comparada e afirmamos que o sistema imune não se formou como um sistema otimizado para a defesa do organismo, mas pode ser visto como um tímpano (spandrel), uma consequência de processos que originalmente não estavam relacionados a interações do organismo com materiais estranhos. Afirmamos também que a inserção de linfócitos na dinâmica do organismo era necessária para contornar o potencial imunopatogênico de expansões clonais.

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