
AVALIAÇÃO POR CÂMERA TERMOGRÁFICA DE IMPLANTE DE CO-POLIAMIDA ASSOCIADO A ELASTÔMERO TERMOPLÁSTICO EM TRAQUEIA DE COELHO
Author(s) -
Isabella Fernanda Bernardo Bini,
Laíse Michi Yamashiro,
Cléber Kazuo Ido,
Juliana Ribeiro,
Gabriel Luiz Montanhim,
Josiane Morais Pazzini,
Thiago André Savitti de Sá Rocha,
Luís Gustavo Gosüen Gonçalves Dias,
Paola Castro Moraes
Publication year - 2021
Publication title -
veterinária e zootecnia
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2178-3764
pISSN - 0102-5716
DOI - 10.35172/rvz.2021.v28.580
Subject(s) - physics , art , medicine
A termografia é eficiente para detecção da temperatura da superfície corporal e pode ser utilizada como método auxiliar de diagnóstico de processos inflamatórios e na avaliação de padrões cicatriciais, o que permite sua ampla utilização na Medicina Veterinária. O procedimento tem ganhado destaque, pois trata-se de técnica não invasiva, indolor, de baixo custo e segura, pois dispensa a necessidade do uso de contrastes, sedação e radiação. O objetivo desse artigo é analisar a eficiência do uso da termografia na avaliação da biocompatibilidade em reparação tecidual traqueal, bem como identificar processos inflamatórios após a implantação da prótese impressa em impressão 3D de náilon associado ao elastômero termoplástico- PCTPE. Quinze coelhos machos, da linhagem Nova Zelândia Branco (Oryctolagus cuniculus), foram distribuídos em três grupos de períodos de avaliação diferentes (sete, 15 e 30 dias). As próteses tridimensionais foram implantadas após ressecção completa de três anéis traqueais. A avaliação das imagens termográficas foi efetuada no local de implantação da prótese traqueal no momento anterior ao procedimento cirúrgico e imediatamente antes da eutanásia. Houve diferença significativa entre os grupos, sendo que aos 30 dias a temperatura mínima (p=0,0357), média (p=0,0135) e máxima (p=0,0058) foi menor quando comparado com os demais grupos. Isso justifica-se devido ao fato desse grupo se enquadrar na fase de maturação da reparação da ferida, onde não há mais inflamação ou formação de tecido de granulação, o que faz com que as temperaturas assumam valores mais baixos. Concluiu-se então a eficácia da técnica na detecção de padrões inflamatórios e cicatriciais.