
REGULAÇÃO HORMONAL NO METABOLISMO ENERGÉTICO DE NÃO RUMINANTES EM ESTADO DE JEJUM
Author(s) -
Jonathan Mádson dos Santos Almeida,
David A. Schwartz,
Gabrielle Pereira,
Joelma Silva,
Leonardo Augusto Fonseca Pascoal
Publication year - 2021
Publication title -
veterinária e zootecnia
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2178-3764
pISSN - 0102-5716
DOI - 10.35172/rvz.2021.v28.517
Subject(s) - physics , biology
Objetivou-se com está revisão ressaltar o comportamento hormonal (insulina, glucagon, grelina, leptina, T3, T4, cortisol, adrenalina IGF e GH) atuantes no metabolismo energético de animais não ruminantes sobre o estado de jejum. Os processos metabólicos são regulados pela disponibilidade de substrato, por mecanismos neuroendócrinos. Para entender as vias metabólicas e sua regulação hormonal sobre os diferentes tecidos, faz-se necessário deter-se ao metabolismo especializado sobre os vários órgãos e tecidos que integram o metabolismo energético em todo o organismo do animal. Assim espera-se elucidar o amplo alcance dos hormônios de mobilização de energia e os mecanismos hormonais presente em cada tecido, como também descrever a inter-relação entre a insulina, o glucagon e a adrenalina na coordenação do metabolismo energético do músculo, fígado e tecido adiposo, pois cada tecido tem características metabólicas própria, de um modo geral, a concentração dos nutrientes no sangue é controlada pelo fígado, que por sua vez, torna-se o órgão central da manutenção da homeostasia dos principais nutrientes. O aporte energético no organismo durante o período de jejum se dá pela degradação de glicogênio, a proteólise muscular e lipólise que vão desempenhar papéis fisiológicos específicos para que as vias metabólicas tenham características próprias, sendo a liberação dos hormônios regulada por uma hierarquia de sinais neuronais e hormonais. A insulina, o glucagon e outros hormônios relacionados regulam as concentrações de glicose no sangue e atuam sobre o movimento de glicose, aminoácidos e, possivelmente, ácidos graxos de cadeia curta entre o fígado e os tecidos periféricos. O hormônio do crescimento pode alterar a sensibilidade dos tecidos à insulina. Na ausência de insulina, pode ocorrer a proteólise e lipólise, proporcionando substratos para a gliconeogênese e consequentemente, a produção de energia em estado de jejum.