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Primeiro registro de ocorrência e características biológicas de cação bruxa - Notorynchus cepedianus (Péron, 1807) no litoral Sul de Peruíbe - São Paulo – Brasil, nas Unidades de Conservação do Mosaico Juréia Itatins - APACIP (Área de Proteção Ambiental Cananéia-Iguape-Peruíbe) / First occurrence record and biological characteristics of broadnose sevengill shark – Notorynchus cepedianus (Peron, 1807) in South Coast of Peruíbe – São Paulo – Brazil, in the Juréia Itatins Mosaic Conservation Units…
Author(s) -
Edris Queiroz Lopes,
Isabela Prado Martins,
Guilherme Miquelin,
Luana Félix de Melo
Publication year - 2021
Publication title -
brazilian journal of animal and environmental research
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2595-573X
DOI - 10.34188/bjaerv4n3-005
Subject(s) - humanities , biology , geography , physics , philosophy
O Notorynchus cepedianus pertencente à família Hexanchidae (cação-sete-guelras), é uma espécie de rara ocorrência e está distribuído nas zonas tropicais a temperadas dos três oceanos, comumente encontrado em águas costeiras, baías e estuários, presente de zero a 570 m, normalmente a 80 m de profundidade, e pode atingir três metros de comprimento total. O cação-bruxa está listado como Criticamente em Perigo pelo ICMBio e IUCN, apesar do cadastro na categoria DD (Dados Deficientes), por falta de informações. Existem registros anteriores de N. cepedianus no litoral paulista, o primeiro registro ocorreu com uma fêmea capturada na região de Cananéia (1968) e o segundo uma fêmea com embriões no litoral paulista (1999). O exemplar deste estudo foi capturado em rede-de-emalhe da pesca artesanal, a 10 km da costa de Peruíbe, em junho de 2016 e doado ao projeto SOS tubarões do Instituto de Biologia Marinha e Meio Ambiente - IBIMM, localizado no bairro do Guaraú, cidade de Peruíbe, litoral Sul de SP, sendo esse o primeiro registro de ocorrência desta espécie na região. O peixe foi identificado como fêmea cação-sete-guelras, Notorynchus cepedianus, com 80 cm de comprimento total e 1,8 kg. O animal apresentou no conteúdo estomacal dois otólitos de peixe ósseo, sendo que na literatura consta que a espécie possui hábito alimentar variado. Os juvenis se alimentam principalmente de teleósteos e com o crescimento à medida que se desenvolvem, modificam seu hábito alimentar tornando-os mais complexos, se alimentando basicamente de teleósteos, crustáceos, cefalópodes, lobos-marinhos, pequenos cetáceos, raias, quimeras e tubarões.

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