
Comportamento do bullying e atividade física acumulada em adolescentes escolarizados brasileiros
Author(s) -
Mona Gizelle Dreger de Oliveira,
Felipe Souza Nery,
Kenia Rejane de Oliveira Batista,
Josiene de Oliveira Couto,
Davi Pereira Monte Oliveira,
Víctor Matheus Santos do Nascimento,
Raphael Henrique de Oliveira Araújo,
Cristiane Kelly Aquino dos Santos,
Roberto Jerônimo dos Santos Silva
Publication year - 2020
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v9i9.7289
Subject(s) - psychology , humanities , art
O presente estudo tem como objetivo avaliar a associação entre o comportamento do bullying, variáveis sociodemográficas e a atividade física acumulada em adolescentes escolarizados brasileiros. Trata-se de um estudo com dados secundários, utilizando dados da Amostra 2, da PeNSE 2015 (n = 10926). Para a análise de dados foi utilizada a regressão logística binária para estimar a chance de ocorrência do fenômeno do bullying na forma de Odds Ratio (OR) bruta e ajustada. Para a verificação dos fatores associados ao bullying em adolescentes brasileiros a amostra foi estratificada em “ativos” e “insuficientemente ativos”, de forma a entender o comportamento do bullying entre cada estrato. Observou-se que o sexo masculino apresentou duas vezes mais chances (OR = 1,99; IC95% 1,80 – 2,19) de apresentar este comportamento de bullying quando comparado com o sexo feminino. Verificou-se para o estrato “ativos”, associação entre perpetrar bullying e o sexo masculino (OR = 2,21; IC95% 1,82 - 2,67) e sofrer bullying enquanto auto percepção (OR = 2,45; IC95% 2,05 - 2,93). Para os “insuficientemente ativos”, percebeu-se associação no modelo ajustado entre “perpetrar bullying” e sexo masculino (OR = 1,88; IC95% 1,65 - 2,13). Notou-se que os adolescentes do sexo masculino, que sofriam bullying, tinham mais chance de praticar bullying. Os resultados sugerem ainda que, tanto no grupo “ativo” quanto no grupo de “insuficientemente ativo”, quem perpetra bullying tem mais chance de ter sofrido bullying, sugerindo que o comportamento do bullying é anterior à prática de atividade física.