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Desenvolvimento farmacotécnico e controle de qualidade de um gel crioterápico à base de extrato de gengibre, mentol e cafeína
Author(s) -
Railson Pereira Souza,
Josefa Natália Policarpo de Holanda,
Lília Rafaela Barbosa de Sousa,
Daiane de Souza Oliveira,
Dayse Cristinna Pinto Souza,
Rayran Walter Ramos de Sousa
Publication year - 2020
Publication title -
research society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v9i6.3513
Subject(s) - physics , chemistry
O presente estudo teve como objetivo desenvolver um gel crioterápico à base de gengibre, mentol e cafeína, bem como analisar os parâmetros de controle de qualidade físico-químico e microbiológico da formulação fitocosmética. As matérias-primas foram adquiridas em comércio local do município de Teresina, Piauí. O extrato do gengibre foi obtido por maceração dos rizomas e rotaevaporação, com solvente acetona. Para a formulação do cosmético, primeiramente, preparou-se o gel de carbopol, seguido de alcalinização, solubilização em cafeína e mentol e adição do extrato de gengibre e do corante, seguindo as Boas Práticas de Manipulação da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) Nº 67/2007. Posteriormente, foram aplicados os testes de controle de qualidade físico-química inerentes à estabilidade preliminar, englobando características organolépticas, pH, condutividade elétrica, espalhabilidade, resistência à centrifugação, microscopia óptica, além de avaliação microbiológica, identificando a presença de bactérias mesófilas, fungos filamentosos e leveduras. Os resultados das características organolépticas apontaram para um gel com cor vermelho brilhante, aspecto homogêneo e odor característico de mentol. O pH variou de 5,46 a 5,59 e a condutividade elétrica de 1900 a 2250 µs/cm, sendo ambos considerados adequados. Com relação à espalhabilidade, constatou-se que houve uma elevação à proporção que o peso (g) foi acrescido, evidenciando-se uma boa capacidade de se espalhar e abranger o local de ação, tanto antes quanto após a estabilidade preliminar. No teste de resistência à centrifugação, a formulação-gel permaneceu estável, tanto antes quanto depois de 12 dias. No tocante à análise microscópica das gotículas, observou-se que a maioria delas (65%) apresentava um diâmetro situado no intervalo de 0,6 µm a 1 µm, evidenciando glóbulos pequenos heterogeneamente distribuídos e com alguns pontos de coalescência. Já quanto às análises microbiológicas do gel crioterápico, observou-se que os valores para contagem de microrganismos encontravam-se dentro dos limites preconizados pela Farmacopeia Brasileira, tanto para os mesófilos aeróbios (1 UFC/g) quanto para fungos filamentosos e leveduras (0 UFC/g). Dessa forma, foi possível desenvolver um fitocosmético adequado ao uso, com características organolépticas agradáveis e padrões físico-químicos e microbiológicos dentro dos pré-requisitos exigidos. Todavia, faz-se necessária a realização de novos testes de estabilidade do produto durante todo o armazenamento, a fim de confirmar os resultados preliminares, além de testes que ratifiquem sua atividade biológica, bem como ensaios toxicológicos in vitro e in vivo que garantam efetivamente a segurança do produto.

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