
Perfil das malformações congênitas em um estado do nordeste brasileiro
Author(s) -
Rosa Patrícia Gomes Tenório Omena Rodrigues,
Amuzza Aylla Pereira dos Santos,
Wanderlei Barbosa dos Santos,
José Augustinho Mendes Santos,
Julio Cesar Silva Oliveira,
Larissa de Morais Teixeira,
Déborah Moura Novaes Acioli
Publication year - 2020
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v9i12.11298
Subject(s) - medicine , gynecology
A pesquisa tem o objetivo de analisar o perfil epidemiológico das malformações congênitas em um estado do Nordeste brasileiro no período de 2009 a 2018. Apresenta uma abordagem quantitativa com o tipo de estudo ecológico, descritivo e retrospectivo. Foram identificados 3.269 nascimentos com malformações congênitas com taxas variando de 4,99 a 7,69 por 1.000 nascidos vivos, os dados sociodemográficos evidenciaram que a faixa etária materna foi de 20 a 29 anos (47,3%), com 8 a 11 anos de estudos (46,9%), solteiras (43,3%), com mais de 7 consultas de pré-natal (44,4%), gestação única (96,8%) e predominância do parto Cesário (62,3%). Em relação ao perfil dos nascimentos com malformações congênitas o sexo masculino foi prevalente em 55,7% dos casos, a cor parda com 88,8% e em sua maioria nascidos atermo (72,3%), o apgar no 1º e 5º minuto foi de 8 a 10. O tipo mais incidente de malformações observados estava relacionado ao sistema osteomuscular, nervoso e geniturinário com percentuais de 44,8%, 15,9% e 10,3%, respectivamente. Conclui-se que no período estudado houve aumento gradual das taxas de malformações congênitas e esses dados permitem subsidiar investigações clínicas das possíveis causas dessa morbidade, além de contribuir para implementação de medidas preventivas com ações intersetoriais e multidisciplinares.