Abordagem cienciométrica sobre a bioatividade de briófitas: o potencial anti-insetos e as perspectivas para o século XXI
Author(s) -
Ray Joel Monteiro Alves,
Thyago Gonçalves Miranda,
Ana Cláudia Caldeira Tavares-Martins
Publication year - 2020
Publication title -
research society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v9i12.11241
Subject(s) - humanities , physics , philosophy
Este estudo realizou uma abordagem cienciométrica sobre a bioatividade de briófitas contra insetos e gerou panoramas quanto às técnicas biotecnológicas promissoras para esta linha de pesquisa, em âmbito mundial. Buscaram-se, em bases virtuais de dados, produções acadêmico-científicas correlatas à temática, no período de 2000 a 2020, e sobre as atualidades e perspectivas em briotecnologia para o controle de insetos. Os dados quantitativos foram tabulados e analisados em frequências, utilizando o software Excel 2018, sendo representados em forma de tabelas e gráficos, e as informações qualitativas em quadros. Mapearam-se 19 trabalhos (16 artigos, duas notas científicas e um capítulo de e-book) dispersos entre os continentes (exceto Antártida) e entre os anos, com maior produção asiática em 2012-2013. Identificaram-se 16 espécies de hepáticas (10 famílias botânicas) e 38 de musgos (23 famílias), cuja bioatividade foi avaliada por meio de extratos ou plantas in natura contra lepidópteros, dípteros ou coleópteros, com resultados satisfatórios para antifeedant e/ou inseticida e/ou inibidor de desenvolvimento. Os manuscritos listados foram publicados em 15 períodicos de distintos fatores de impacto, quando havia, e um foi em e-book, geralmente, tendo acesso restrito. O número total de citações desses trabalhos foi de 255, sobretudo, em pesquisas indiferentes a esta temática. Técnicas de engenharia genética, cultivo in vitro e criopreservação de briófitas são citadas como tecnologias atuais que podem dar suporte à bioprospecção de plantas avasculares em escala comercial e sustentável. No mundo existem poucas pesquisas sobre a relação inseto-briófita que podem servir para o desenvolvimento de defensivos agrícolas naturais. Diante disso, sugere-se a ampliação da bioprospecção da brioflora devido o seu potencial biotecnológico no controle de pragas aliada às técnicas biotecnológicas atuais que podem impulsionar a produção comercial e sustentável de pesticidas à base de briófitas ou contribuir com o melhoramento de plantas agrícolas.
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