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Riscos de infecção sexualmente transmissível nas trabalhadoras do sexo em Teresina-PI
Author(s) -
Cynthia Araújo Frota,
Camila de Araújo Batista,
Rosane da Silva Santana,
Ana Carolina Santos Cândido,
Simone dos Santos Rodrigues,
Daniele Portela Araújo,
Maria Aparecida Pereira de Araujo,
Tainara Silva Cardoso
Publication year - 2020
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v9i11.9666
Subject(s) - demography , humanities , philosophy , sociology
No Brasil, a prostituição é considerada uma categoria profissional pelo Ministério do Trabalho e Emprego desde o ano de 2002 e está vinculada às associações em vários estados brasileiros, porém não regulamentada. É uma atividade estigmatizada e exposta a vários fatores de riscos como o consumo de álcool, tabaco, drogas ilícitas, violência, exploração sexual e infecções sexualmente transmissíveis. O objetivo do estudo foi conhecer os dados sociodemográficos e as ISTs das trabalhadoras do sexo em Teresina-PI. Estudo descritivo quantitativo realizado com 96 trabalhadoras do sexo cadastradas e regularizadas na Associação de Prostitutas do Piauí. A coleta dos dados ocorreu nos locais de atividade das trabalhadoras como bares, boates, bordeis/cabarés, utilizando-se questionário fechado. Os dados foram organizados em planilhas do programa Microsoft Office Excel e transferidos para o Programa SPSS. A maioria das trabalhadoras do sexo eram jovens com idade entre 25 a 31 anos (34,4%), solteiras (77,1%), escolaridade média (46,9%), pardas (58,3%), com renda superior a um salário mínimo (52,1%), residência fixa (58,3%) e possuíam filhos (78,1%). Concernente ao início na prostituição, a faixa etária foi de 15 a 25 anos (71,9%), com tempo de permanência na atividade de 2 a 5 anos (49,0%). Os bares foram os locais mais frequentados (49,0%), sendo realizados 4 a 5 programas diariamente (47,9%), e o sexo vaginal o mais praticado (56,3%). Quanto às ISTs, evidenciou-se a candidíase (25,0%), sintomas de dor ao urinar (69,8%) e abortos (50%). Diante dos dados, considera-se necessário aumento da cobertura assistencial pela Atenção Básica com estratégias de prevenção, promoção e proteção para redução dos agravos à saúde das trabalhadoras do sexo.

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