
Atuação do farmacêutico no cuidado ao neonato cardiopata
Author(s) -
Maryllia Suellem Almeida Cesario,
Alexandre Mansuê Ferreira Carneiro,
Maria Fâni Dolabela
Publication year - 2020
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v9i11.10354
Subject(s) - medicine , humanities , pediatrics , philosophy
A inserção do farmacêutico na equipe multiprofissional visa à otimização dos benefícios e redução dos riscos relacionados à farmacoterapia. Objetivou-se descrever a realização do acompanhamento farmacêutico beira-leito à pacientes neonatos cardiopatas internados em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, de um hospital de referência do estado do Pará/Brasil. Trata-se de um estudo de caráter descritivo, com abordagem quantitativa, sendo incluídos todos os recém nascidos internados (19/100%), no período do estudo, com diagnóstico fechado de cardiopatias congênitas, após concessão da mãe e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Para a análise de interação e incompatibilidade medicamentosa, foram incluídas as seguintes bases de dados: Micromedex, Drugdex e Dinamed. Os tipos de cardiopatias congênitas apresentadas foram comunicação interventricular em 6 (31,57%) neonatos e 3 (15,78%) apresentaram Tetralogia de Fallot (T4F). Quase que a totalidade dos neonatos (17/89,47%) utilizavam medicamentos por administração contínua de forma associada. Destes, observou-se que 8 (42,10%) receberam medicamentos que interagem entre si, impactando negativamente no tratamento. As intervenções farmacêuticas realizadas foram alteração no aprazamento do medicamento, com monitoração dos possíveis eventos adversos. Destaca-se que essas ações foram aceitas pela equipe do serviço e mantidas até que o medicamento não fosse mais necessário e retirado da prescrição médica. Um sistema informatizado, com informações à cerca do horário da administração do medicamento, poderia minimizar as incompatibilidades farmacêuticas e interações medicamentosas. Conclui-se que a intervenção direta do farmacêutico no tratamento farmacoterapêutico destes pacientes torna-se imprescindível e pode contribuir na somatória de saberes para a melhora clínica deles.