
O Transtorno de Espectro Autista e a Educação Infantil: o que dizem as dissertações dos Programas de Pós-Graduação em Educação
Author(s) -
Neide Maria Fernandes Rodrigues de Sousa,
Samanta do Rosário Mescouto,
Francisco Pereira de Oliveira,
Helga Samara Ferreira Braun,
Neidivaldo Santana Cruz
Publication year - 2022
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v11i5.28560
Subject(s) - humanities , philosophy
A proposta deste trabalho é mapear algumas das produções acadêmicas, na modalidade dissertação de mestrado, realizadas nos últimos cinco anos com os descritores autismo e/ou Transtorno de Espectro Autista (TEA) e Educação Infantil. Baseamo-nos na análise dos resumos de dissertações em Programas de Pós- Graduação em Educação (2016 a 2020). A pesquisa teve um caráter analítico-descritivo a partir do seguinte método: levantamento realizado nos portais de Catálogo de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e da Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações. Encontrado o objeto de pesquisa, fazia-se a leitura flutuante, os processos de exploração dos textos e formatada as unidades de registro e de contexto. Em seguida, passou-se a descrição dos núcleos de sentido. Nos resultados foram encontradas pluralidades de subtemáticas, a saber: inclusão escolar da criança com TEA, rotina de ações de alunos autistas, relação família-escola, subjetividade materna da criança com TEA, políticas públicas educacionais inclusivas para a criança autista, formação docente e possibilidades de capacitações colaborativas, entre outros. De forma geral, as produções indicam que ainda há grandes dificuldades na promoção da educação infantil inclusiva direcionada ao TEA, especialmente pela insuficiência de políticas públicas formativas para os profissionais da educação e a pouca acessibilidade (material e arquitetônica). Por fim, o trabalho sugere que se faz necessário avançar em políticas públicas exitosas e práticas pedagógicas mais assertivas a esse público-alvo e que se tenha nas instituições de ensino um olhar mais específico para o investimento em todos os âmbitos para as crianças com TEA.