
Análise do perfil farmacoterapêutico e laboratorial dos pacientes portadores de hiperparatireoidismo secundário submetidos à paratireoidectomia
Author(s) -
Anderson Pereira de Oliveira,
Francisca Sueli Monte Moreira,
Regina Meira Lima de Souza,
Jane Sheila Higino,
Isabela da Silva Barbosa,
Beatriz Dayane Silva de Oliveira,
Rayane Karine Santos Menino,
Celuane Alves Moura
Publication year - 2022
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v11i5.27949
Subject(s) - medicine , gynecology
Este trabalho objetivou analisar o perfil farmacoterapêutico e laboratorial dos pacientes portadores de Hiperparatireoidismo secundário submetidos à Paratireoidectomia e acompanhados no ambulatório de nefrologia de um Hospital Universitário. Trata-se de um estudo descritivo, transversal, retrospectivo e quantitativo, levantando dados do período de janeiro de 2003 a janeiro de 2020, realizado no ambulatório de Nefrologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC/UFPE), no município de Recife – PE. Os dados coletados foram tabulados em planilha eletrônica. Para a análise descritiva dos dados coletados, foram utilizadas medidas de frequência, média, desvio padrão e moda. Fizeram parte do estudo 91 pacientes, cuja média de idade foi de 48,1 anos (± 12,4) e maioria maior ou igual a 59 anos (82,4%), sexo feminino (68,1%), autodeclarada preto/pardo (90,1%), solteira (49,5%), com ensino fundamental incompleto (24,2%) e residente em zona rural (87,9%). O diagnóstico de etiologia indeterminada obteve maior prevalência (41,8%). A maioria apresentou doença prévia à DRC (56,0%) e não foi submetida a tratamento conservador (76,9%). Os parâmetros laboratoriais variaram ao longo do período de acompanhamento. Os principais medicamentos utilizados pelos pacientes foram carbonato de cálcio 500mg (100%); calcitriol 0,25mcg (96,7%); sevelâmer 800mg (85,7%); e cinacalcete 30mg (21,9%). A abordagem multifacetada permanece com protagonismo no tratamento, não havendo uma única medida de intervenção que seja considerada superior. A Paratireoidectomia permanece como opção de tratamento válida nos pacientes refratários à terapia medicamentosa e deve continuar sendo considerada sempre que houver indicação médica.