
Pectinas de frutas cítricas: Isolamento, Amidação, Caracterização e Capacidade adsorvente de íons chumbo
Author(s) -
Nádia Aguiar Portela Pinheiro,
Amanda Maria Barros Alves,
Alissa Ellen Queiroz Ribeiro Campos,
Raimundo Rafael de Almeida,
Flávia Oliveira Monteiro da Silva Abreu,
Nágila M.P.S. Ricardo,
Ícaro Gusmão Pinto Vieira,
Sônia Maria Costa Siqueira
Publication year - 2022
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v11i4.27455
Subject(s) - chemistry , nuclear chemistry , microbiology and biotechnology , biology
Metais em efluentes causam problemas aos seres humanos e à natureza, por isso, buscar substâncias para adsorvê-los é de extrema importância. A literatura reporta a relevância das pectinas como biossorventes de metais pesados. Assim, o objetivo foi extrair, modificar e comparar pectinas do limão Siciliano e laranja Baía, visando aproveitamento e valorização desses resíduos, para adsorção de Pb2+. A extração foi realizada com oxalato de amônio e as caracterizações por infravermelho, ressonância magnética nuclear de hidrogênio, cromatografia de permeação em gel e cromatografia líquida de alta eficiência. Os materiais foram avaliados quanto aos modelos cinéticos e a capacidade de adsorção em função do pH e das concentrações. A modificação foi confirmada por FT-IR a partir das bandas correspondentes as amidas. Os espectros mostraram que ambas são de baixo grau de esterificação, com 36,86% e 33,33% para o limão e laranja, respectivamente. Porém, apresentaram elevados percentuais de amidação com 61,00% e 50,00% para limão e laranja, respectivamente. Ambas foram classificadas como polimoleculares, polidispersas e entre os açúcares identificados, apenas a ramnose não foi detectada na pectina da laranja. As amostras apresentaram excelentes taxas de remoção, 94,86% para laranja e 86,45% para limão, na concentração de 250 mg/L, adequando-se ao modelo de pseudo-segunda ordem. Portanto, as pectinas amidadas são importantes para quimissorção de Pb2+, devido à alta capacidade adsorvente em várias concentrações, destacando a laranja que apresentou percentuais crescentes de remoção em todas as concentrações.