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Como a saúde cuida da própria saúde? Sentidos identitários tomados por graduandos de medicina que apresentam hábitos alimentares extremos
Author(s) -
Fernanda Quintão Ferreira,
Alice de Mello Reis Carvalho,
Bruna Luiza Tavares Hernandes,
Felipe Rezende Ferreira Alves,
Carolina Rodrigues Marques,
Pedro Netto Brando Coutinho,
Renata Corrêa Vasconcellos,
Yasmin Suelen Alves PINHEIRO,
Sheila Ferreira Miranda,
Laila Cristina Moreira Damázio
Publication year - 2022
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v11i4.27370
Subject(s) - humanities , psychology , art
O indivíduo constrói sua identidade em um contexto atravessado por ideologias e normativas propostas pela cultura a qual pertence, podendo recorrer a dietas extremas, práticas de atividade física extenuantes, uso de medicações, e outros hábitos potencialmente danosos para alcançar um objetivo estético. Dada a complexidade do desenvolvimento dos hábitos alimentares extremos e dos transtornos alimentares, são englobados fatores psicossociais como vivências, sentimentos e cotidiano, que por sua vez são fonte de fatores predisponentes, precipitantes e mantenedores do processo saúde-doença do indivíduo. Considerando a rotina dos estudantes de medicina e o acesso à informação na área da saúde, propõe-se analisar o desenvolvimento de hábitos alimentares extremos em adultos jovens dos cursos de medicina da cidade de São João del Rei – MG. Por meio de metodologias qualitativa e quantitativa, foram selecionados sete voluntários a partir dos escores obtidos na aplicação do questionário Eating Attitudes Test (EAT-26). A coleta de dados foi realizada por meio de entrevista, com base na História Oral Temática e cinco perguntas norteadoras. A análise de dados seguiu os critérios da Análise de Conteúdo de Bardin. Os entrevistados consideram que seus hábitos alimentares extremos estão ligados à cobrança social e familiar, mecanismos de compensação e culpa, fenômenos psiquiátricos, influência digital, pandemia de COVID-19 e assistências profissionais. Foram encontradas variações de discurso quanto à influência positiva ou negativa desses fatores no desenvolvimento de hábitos alimentares extremos.

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