
A pandemia de Covid-19 e seus impactos nos pacientes com Diabetes Mellitus
Author(s) -
Marcos Rogério Silva Rosa,
Ana Carolina Oliveira Gonçalves
Publication year - 2022
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v11i3.26512
Subject(s) - medicine , diabetes mellitus , covid-19 , gynecology , disease , endocrinology , infectious disease (medical specialty)
Introdução: Após a detecção do SARS-CoV-2 na cidade de Wuhan, na China, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a infecção pelo novo Coronavírus como um grave problema de saúde pública e a caracterizou como uma pandemia. Objetivo: Este estudo objetiva analisar como a pandemia do novo Coronavírus afetou pacientes adultos e idosos com diabetes mellitus e se a literatura é capaz de observar a diferença de desfechos de acordo com as medidas de controle adotadas em cada país. Método: Foi realizada uma revisão de literatura a partir das bases de dados eletrônicas PubMed, Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e Google Scholar utilizando-se as palavras chaves “diabetes mellitus”, “Covid-19”, “Sars Cov 2”, “Coronavírus”. Resultados: Analisando os 19 estudos incluídos nesta revisão, observa-se que o diabetes é um importante fator de risco para Covid-19, considerando que as evidências sugerem maior risco de quadros graves da doença com maiores chances de necessidade de ventilação mecânica invasiva e mortalidade, além de observar que países que adotaram confinamento rigoroso tiveram pouco impacto no controle glicêmico, ao passo que os países que não adotaram deixaram seus pacientes mais expostos a piora do controle glicêmico. Conclusão: Diante do exposto, pode-se afirmar que pacientes com diabetes estão mais expostos às complicações mais graves como internação na UTI, ventilação mecânica invasiva o que implica no aumento dos índices de morbidade e mortalidade dos mesmos. Além disso, observa-se que um pobre controle glicêmico estava associado a quadros mais graves, bem como a capacidade de autogestão dos pacientes com relação à doença.