
Repercussões da pandemia SARS-CoV-2 para estudantes de medicina do Ceará - Brasil
Author(s) -
Bárbara Calisto Campos,
Marina Leite de Oliveira,
Thaine Mirla Rocha,
Laís Rêgo Borges,
Beatriz Calisto Campos,
Lucas Fortaleza de Aquino Ferreira,
Joyce Rodrigues Façanha,
Arnaldo Aires Peixoto Júnior,
Raquel Autran Coelho Peixoto
Publication year - 2022
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v11i3.26341
Subject(s) - covid-19 , humanities , medicine , philosophy , disease , infectious disease (medical specialty)
Objetivos: Avaliar repercussões psicológicas e a percepção de preparo para atuar no atendimento a pacientes na pandemia de COVID-19 entre estudantes de medicina de Fortaleza-CE, Brasil. Metodologia: Trata-se de estudo transversal, analítico, de dezembro de 2020 até fevereiro de 2021. Estudantes de medicina do pré-internato e internato de três escolas médicas brasileiras preencheram voluntariamente um questionário online sobre dados sociodemográficos, percepção de risco pela pandemia COVID-19 e sintomas de estresse pós-traumático avaliados pela Impact of Event Scale (IES) em sua versão brasileira validada. Todos assinaram termo de consentimento livre e esclarecido. O estudo foi aprovado no Comitê de Ética e Pesquisa das Instituições. Ao comparar grupos, utilizou-se testes de Spearman e Kruskal Wallis, com erro alfa menor que 5%. Resultados: 94 estudantes participaram, sendo 60,6% do sexo feminino e 86,2% de universidades particulares. 53,3% tinham percepção de alto risco de contágio com o vírus e 40,2% relataram qualidade de sono insatisfatória. A pontuação média da IES dos participantes foi 14,8 +/- 5,78, demonstrando que houve um impacto estressante. Houve associação do escore da IES com percepção do risco de contágio, qualidade do sono, tipo de universidade e acompanhamento psicológico. Conclusão: A pandemia do Covid-19 gerou impacto estressante nos estudantes de medicina avaliados, com associação significante com percepção do risco de contágio, qualidade do sono, tipo de universidade e acompanhamento psicológico. Esses fatores são importantes para futuras intervenções psicológicas entre estudantes.