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Desfecho clínico de pacientes colonizados e infectados por bactérias multirresistentes em hospital privado de Fortaleza/Ceará, em 2021
Author(s) -
Cícero Allan Landim de Oliveira Lima,
Ana Lívia Gomes Moreira,
Rafael Ferreira Mesquita,
Luan Victor Almeida Lima,
Bruno Pinheiro Aquino,
Melissa Soares Medeiros
Publication year - 2022
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v11i2.26032
Subject(s) - medicine , acinetobacter baumannii , gynecology , biology , pseudomonas aeruginosa , bacteria , genetics
A pandemia pela COVID-19, desde 2019, vem contribuindo para agravar situações que aumentam o risco de desenvolvimento de colonização ou infecção por bactérias multirresistentes, como o uso indiscriminado de antimicrobianos. O objetivo deste estudo foi investigar a relação entre resistência bacteriana e desfecho clínico negativo. Foi realizado estudo do tipo transversal e retrospectivo, onde foram coletados dados dos prontuários de pacientes internados em diferentes unidades hospitalares (UTI, enfermaria, isolamento e neonatologia), de janeiro a dezembro de 2021. Os critérios de inclusão foram os pacientes notificados com colonização ou infecção por bactérias multirresistentes durante o internamento e com dados completos. Foram 128 amostras positivas, com média de idade 68,2 anos. Houve diferença estatisticamente significante em mortalidade ao comparar pacientes com menos de 50 anos e os grupos de faixa etária entre 70-80 anos (p=0,006) e acima de 80 anos (p=0,03). Dentre os três principais patógenos isolados e a elevada taxa de mortalidade dos mesmos, não houve diferença estatisticamente significativa em relação a taxa de mortalidade global para Acinetobacter baumannii (p = 0,54), Klebsiella pneumoniae (p = 1) e Pseudomonas aeruginosa (p = 0,82). Detectou-se resultado estatisticamente significativo para mortalidade e utilização de quinolonas (p = 0,047) e uma tendência a significância para polimixina (p = 0,09). Concluiu-se que houve elevada mortalidade em pacientes colonizados ou infectados por bactérias multirresistentes em âmbito hospitalar, principalmente acima de 70 anos de idade. O uso de quinolonas, aminoglicosídeos e polimixina parece estar relacionado a maior mortalidade.

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