
Espécies vegetais de uso popular no tratamento da dor: uma revisão sistemática
Author(s) -
Ana Catharinny da Silva de Oliveira,
Nilson de Jesus Pereira Batalha Júnior,
Ana Paula Muniz Serejo,
Izolda Souza Costa,
Antonio Cardoso Neto,
Jéssyca Wan Lume da Silva Godinho,
Pollyanna Melo Kzam,
Flávia Maria Mendonça do Amaral
Publication year - 2022
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v11i2.25608
Subject(s) - traditional medicine , humanities , philosophy , medicine
A dor é uma experiência sensitiva e emocional desagradável associada a lesão tecidual real ou potencial; de natureza multifatorial e reconhecida como sério problema de saúde pública. Embora com diversos fármacos sintéticos empregados na terapêutica, é constatado crescente expansão no uso popular de plantas e produtos derivados no tratamento e/ou alívio da dor; situação que merece destaque pela perspectiva do uso popular possibilitar seleção de espécies vegetais para os estudos de validação, mas alertar também para riscos pois a utilização dos insumos vegetais para fins terapêuticos exige certificação de eficácia, segurança e qualidade. Assim, este trabalho objetiva realizar revisão dos estudos etnodirigidos de espécies vegetais utilizadas nas popuçarmente para tratamento da dor. A busca foi realizada nas bases Scielo, LILACS e Pubmed, incluindo artigos publicados de 2011 a 2021, usando como descritores: “dor”, “etnobotânica” e “fitoterapia”. Foram selecionados 66 artigos, com predomínio de publicações no Brasil e Índia, na língua inglesa; com 70 espécies vegetais referidas, pertencentes a 40 famílias, predominando Asteraceae (12,35%). As espécies mais referidas foram Curcuma longa L. (7,14%), Zingiber officinale Roscoe (5,71%) e Mentha x piperita (4,28%); predominando uso das folhas (54,54%), preparadas por decocção (15,15%) e extração aquosa (13,63%). Embora diversas espécies sejam usadas popularmente para tratamento de dor, ainda são escassos os estudos de segurança e eficácia para uso terapêutico. Essa revisão sinaliza espécies a serem selecionadas para prosseguimento com estudo de validação, visando contribuição na oferta de novas opções de tratamento para dor, mas desperta para necessidade de ações de Farmacovigilância em Fitoterapia.