
Mapeamento de mosquitos Aedes spp. e detecção do vírus Dengue em zona urbana do município de Picos, Piauí
Author(s) -
José Cleves da Silva Maia,
Henrique Rafael Pontes Ferreira,
Lucas Emanuel Sousa e Silva,
Jailson da Silva Santana,
José Fabrício de Carvalho Leal,
Alexandre da Costa Teixeira,
Agda Paolla Siqueira Fontes da Silva,
Isadora da Silva Moura,
Arnaldo Solheiro Bezerra,
Bruno Bezerra Silva,
Víctor Emanuel Pessoa Martins,
Maria Izabel Florindo Guedes,
Márcia Maria Mendes Marques,
Ana Carolina Landim Pacheco
Publication year - 2022
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v11i1.25157
Subject(s) - biology , aedes aegypti , dengue fever , aedes albopictus , larva , virology , botany
Objetivo: mapear a distribuição de mosquitos Aedes spp. em zona urbana do município de Picos, Piauí, associando a variáveis climáticas e identificar os sorotipos circulantes do virus Dengue em Aedes aegypti. Métodos: foram instaladas 30 armadilhas do tipo larvitrampas em 10 bairros da zona urbana do município. As larvas foram coletadas, semanalmente, no período de fevereiro de 2017 a julho de 2019, e encaminhadas para o laboratório onde foram identificadas e contadas. O número de larvas foi associado a dados meterológicos. Após as larvas atigirem a fase adulta, os mosquito A. aegypti foram segregados em pools com 6 exemplares e submetidos a RT-PCR e Nested-PCR para detecção do sorotipo DENV. Resultados: um total de 44.798 larvas de Aedes spp foram coletadas em área urbana de Picos durante o período de estudo. O aumento das chuvas e diminuição da temperatura, principalmente nos meses de fevereiro e março, contribuiram para o aumento da infestação desses vetores no mês de abril. No estudo, foi coletado duas larvas de Haemagogus spegazzinii, potencial vetor de febre amarela. A maior ocorrência no município foi da espécie A. aegypti (96,43%), presente em todos bairros estudados, com predominancia em ambiente intradomicíliar, enquanto o A. albopictus (3,57%) ocupa ambiente peridomicíliar. As análises moleculares de A. aegypti apresentaram positividade para o vírus DENV 1 e DENV 3, demonstrando a existência de transmissão transovariana. Conclusão: Esse estudo demonstrou a ocorrência concomitante de A. aegypti e A. albopictus em zona urbana e a co-circulação dos sorotipos 1 e 3 da dengue. O monitoramento entomológico e da circulação viral são importantes ferramentas para indicar áreas de maior infestação de mosquitos vetores e prevenir futuros surtos, fornecendo subsídios para o planejamento de ações voltadas ao controle e a prevenção de arboviroses , através da secretária de saúde e órgãos competentes na região.