
Percepção dos pacientes atendidos em Unidades Básicas de Saúde sobre o conhecimento e profilaxia da toxoplasmose
Author(s) -
Kéllen Cristina de Oliveira Gonçalves,
Maria Laura de Deus Caixeta,
Guilherme Nascimento Cunha,
Nádia Grandi Bombonato,
Mariana Assunção de Souza
Publication year - 2022
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v11i1.25005
Subject(s) - humanities , gynecology , medicine , art
Objetivou-se com este estudo avaliar a percepção de pacientes atendidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município de Patos de Minas, MG, sobre o conhecimento e profilaxia da toxoplasmose. Foi realizado um inquérito observacional transversal prospectivo nos meses de novembro e dezembro de 2019. Aos entrevistados foi aplicado um questionário com 10 perguntas. Dos 2.213 entrevistado 52% (1.147/2.213) relataram ter conhecimento sobre a toxoplasmose; 49.66% (1.099/2.213) relataram conhecer as espécies envolvidas na transmissão, desses 89,89% (988/1099) identificaram o gato, 32,57% (358/1099) cães, 9,28% (102/1099) bovinos, 5% (55/1099) mosquitos e 3,82 % (42/1099) aves. Quanto a higienização de frutas, verduras e hortaliças, 95,75% (2119/2.213) realizam o procedimento antes do consumo, e desses 36,33% (770/2119) utilizam algum produto para desinfecção. Em relação ao consumo de carne 97% (2163/2.213) consomem o alimento e 76,83% (1.662/2.163) optam pelo consumo da carne bem assada. A criação de animais foi relata por 65,56% (1451/2213) dos entrevistados e a criação de gatos por 32,5% (472/1451). Quanto ao local de defecação dos felinos 44,27% (209/472) utilizam a caixa de areia e 97% (203/209) realizam a limpeza da mesma. O principal local de descarte das fezes relatado foi o lixo comum 91,42% (256/280). O livre acesso à rua foi verificado em 63,9% (302/472) dos felinos. A investigação permitiu a identificação de importantes fatores de risco que contribuem para a toxoplasmose e a possibilidade de se estabelecer ações de controle, profilaxia e vigilância epidemiológica. Sugere-se priorizar ações de conscientização e educação em saúde voltadas à população.