
Compreensão dos fatores que influenciam a oferta da alimentação as crianças, de zero a cinco anos, na perspectiva das mães
Author(s) -
Emmanuela Lira Pereira,
Carla Campos Muniz Medeiros,
Ricardo Alves de Olinda,
Danielle Franklin de Carvalho,
Maria Cidney da Silva Soares,
Cláudia Santos Martiniano,
Mônica Oliveira da Silva Simões
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i9.18533
Subject(s) - humanities , philosophy
Objetivo: compreender os fatores que influenciam a oferta da alimentação às crianças de zero a cinco anos na perspectiva das mães. Método: foi realizado um estudo descritivo e exploratório, com abordagem qualitativa que envolveu 16 mães. Os dados resultantes das entrevistas foram organizados por meio do software Atlas ti e submetidos a análise de conteúdo. Resultados: Entre as mães do estudo, 62,5% receberam informações, no pré-natal, sobre a importância do aleitamento materno; 56,2% disseram não ter participado de palestras sobre o aleitamento materno e 75% responderam que a criança não mamou na 1º hora de vida. Os significados das mensagens e dos conceitos apreendidos foram organizados em três categoriais: Amamentação - suas particularidades e seus determinantes; Início da Alimentação Complementar e suas modalidades; e A pandemia do Covid-19, como influenciador da rotina alimentar infantil. Conclusão: verificou-se uma multiplicidade de fatores que determinam a alimentação de crianças de 0 a 5 anos. As mães expressam o desejo de amamentar, mas esse não é um papel social fixo, exigindo muitas adequações da realidade que vão desde problemas materno-infantil, questões de contexto e legais, postura dos profissionais de saúde e organização dos serviços e até mesmo questões mais amplas como a pandemia da Covid 19. Por se tratar de situações diversas e mudanças constantes, as mães devem ser apoiadas no processo de amamentação/alimentação das crianças por uma equipe de profissionais preparados, o que implica na necessidade que as unidades básicas de saúde têm em se certificar na Estratégia Amamenta Alimenta Brasil.