
Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P): Uma análise epidemiológica brasileira
Author(s) -
Murilo Luiz Louzada Brandão,
Fernanda Odete Souza Rodrigues,
Lidiane Bernardo Gomes,
Edson Luiz Brandão Netto,
Brenda Nayara Gontijo de Moura,
Bianca Cardoso Lopes,
Rafael Vinícius de Assis Menezes,
Leonardo Alexandre do Amaral,
Brenio Felipe Batista Pereira,
Thaís Fernandes Campos,
Isadora Porto de Aquino,
Déborah Luiza Vilela de Oliveira
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i9.18154
Subject(s) - humanities , medicine , demography , philosophy , sociology
O presente artigo objetivou analisar o contexto epidemiológico brasileiro da síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P) temporalmente associada à Covid-19. Para tanto, realizou-se um estudo estatístico e descritivo, pautado pela interpretação de dados coletados nas plataformas das Secretarias de Saúde das 27 unidades federativas do país e que abrangeram o período entre o primeiro caso confirmado da síndrome, em 2020, até junho de 2021. Os parâmetros investigados versaram sobre o número total de casos e de óbitos, bem como à distribuição entre estados, sexos e faixas etárias. Foram registrados 1010 diagnósticos e 65 óbitos desencadeados pela síndrome, indicando uma taxa de letalidade de 6,4%. 55,4% dos casos foram descritos no sexo masculino, enquanto os óbitos, por sua vez, foram mais comuns em meninas, representando, aproximadamente, 76% das mortes verificadas. A faixa etária de maior acometimento da SIM-P foi entre 0 e 4 anos de idade. A maior parte dos casos e das mortes pela síndrome ocorreram na região sudeste, sobretudo no estado de São Paulo, que comportou 19,1% do total de diagnósticos e 18,4% da totalidade de falecimentos do Brasil. A SIM-P representa condição grave associada à infecção pelo SARS-CoV-2 e, por isso, exige cautela por parte de crianças, adolescentes e de seus familiares quanto à adequada adoção de medidas preventivas recomendadas para a Covid-19. Ainda que se trate de tema recente, os números já notificados no país são suficientes para que pediatras e generalistas obtenham o devido conhecimento médico para o diagnóstico precoce desta síndrome, permitindo a redução dos desfechos negativos e seu melhor prognóstico.