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Residência é residência, trabalho é trabalho: estudo quali-quantitativo sobre o trabalho remoto de professores universitários durante a pandemia da COVID-19
Author(s) -
Maria da Purificação Nazaré Araújo,
Rosemary da Rocha Fonseca Barroso,
Martha Luísa Machado,
Carla de Magalhães Cunha,
Valterlinda Alves de Oliveira Queiroz,
Poliana Cardoso Martins,
Mônica Leila Portela de Santana
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i9.18068
Subject(s) - humanities , sociology , philosophy
Trata-se de estudo quali-quantitativo que visa compreender as condições objetivas e subjetivas vivenciadas por docentes universitários brasileiros frente ao trabalho remoto emergencial, durante a pandemia de COVID-19. Dados de 508 respondentes da questão aberta de um websurvey foram analisados em cinco Categorias de Relatos sobre as Condições de Trabalho Remoto (1. Espaço de casa; 2. Da mudança do presencial para o remoto; 3. Sem queixas; 4. Reflexos no adoecimento; 5. Mista). Dados sociodemográficos, do domicílio e das condições de trabalho foram analisados entre as categorias de relatos pelo teste Qui-quadrado de Pearson/Fischer. A maioria dos docentes era do sexo feminino (65%), 40 anos ou mais (77%), casados (65%), com filhos (64%) e moravam com até três pessoas (74%). Os relatos classificados na categoria 2 foram prevalentes (42,9%) e mostraram dificuldades de interação social; aumento da demanda; sentimento de exploração; e falta de apoio institucional. Houve associação com dados sociodemográficos, número de cômodos e moradores, e de algumas condições para o trabalho remoto (p<0,05). As mulheres relataram a frágil divisão entre os diversos papéis que desempenham. Docentes com maior número de moradores no domicílio e os mais velhos tiveram mais dificuldades no momento da mudança do trabalho presencial para o remoto. Relatos sobre adoecimento foram mais frequentes no sexo feminino, entre os que atuam há mais tempo na docência e sem boa conexão de internet. A rotina de trabalho remoto emergencial foi marcada por adaptações, desafios e dilemas, o que demanda políticas de prevenção de agravos e de proteção à saúde do trabalhador docente.

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