
Hanseníase e determinantes sociais em saúde no Sul do Brasil: Análise geograficamente ponderada
Author(s) -
Natalia Marciano de Araújo Ferreira,
Luíz Henrique Arroyo,
Thamy Barbara Gioia,
Marcos Augusto Moraes Arcoverde,
Ivaneliza Simionato de Assis,
Marcelino Santos Neto,
Mellina Yamamura,
Alessandro Rolim Scholze,
Ludmila Barbosa Bandeira Rodrigues,
Franciely Midori Bueno de Freitas,
Ana Valeska Siebra e Silva,
Laís Cristina Gonçalves Ribeiro,
Jéssica Maia Storer,
Ricardo Alexandre Arcêncio,
Flávia Meneguetti Pieri
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i9.17823
Subject(s) - humanities , physics , philosophy
Objetivo: verificar a relação entre hanseníase e espaço geográfico, levando em consideração determinantes sociais em saúde e utilizando ferramenta que permita a análise dessas relações localmente. Metodologia: Estudo ecológico, realizado em município endêmico do Sul do Brasil. Foi conduzida a geocodificação dos casos e selecionadas variáveis socioeconômicas de interesse. Após análise descritiva, seguiu-se com a correlação espacial por meio do Índice de Moran Bivariado, seguido de Regressão Linear. Para as variáveis presentes no modelo selecionado, aplicou-se a Geographically Weighted Regression por meio do software ArcGis versão 10.5.1. Na sequência, os resultados foram especializados por meio de mapas temáticos. Resultados: Em relação às características socioeconômicas e clinico-operacionais, houve maior quantidade de casos do sexo masculino (55,3%), faixa etária de 16 a 60 anos (69,3%), raça branca (67,8%), casos multibacilares (80,9%), forma clínica dimorfa (45,2%) e grau de incapacidade I (62,6%). A análise espacial demonstrou incidência média de 1,19 casos/10.000 habitantes, em cada setor censitário. Em relação aos determinantes sociais, as características se apresentam de forma heterogênea no espaço, sendo que aglomeração de habitantes apresentou associação direta com a hanseníase, bem como raça/cor parda, caracterizando-se como fatores de risco nas regiões de maior evidência. Em contrapartida, alfabetização apresentou relação inversa, associando o aumento dela com a redução na ocorrência da doença. Conclusão: Os determinantes sociais em saúde auxiliam na explicação da heterogeneidade da distribuição da doença. Compreender essa relação é fundamental para direcionar ações de profilaxia e controle.