
Caracterização e viabilidade da fração vascular estromal proveniente da bola adiposa de Bichat associada ao plasma pobre em plaquetas - uma opção para tratamentos estéticos
Author(s) -
Desyree Ghezzi Lisboa,
Sabrina Cunha da Fonseca,
Jeferson Luis de Oliveira Stroparo,
Rafaela Araujo Mendes,
Eduardo Vieira,
Victoria Cruz Cavalari,
Roberto da Rocha Leão Neto,
Marilisa Carneiro Leão Gabardo,
Tatiana Miranda Deliberador,
Célia Regina Cavichiolo Franco,
Moira Pedroso Leão,
João César Zielak
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i8.17341
Subject(s) - physics , microbiology and biotechnology , biology
A bichectomia é um procedimento que se constitui na remoção da porção anterior do corpo adiposo de Bichat (paCAB). O extrato celular obtido após o processamento por meio de digestão enzimática desse tecido é chamado de fração vascular estromal (FVE). A natureza das células que compõem a FVE qualifica esse produto para uma ampla gama de aplicações clínicas, especialmente em procedimentos de estímulo à renovação e à reparação tecidual, incluindo-se os fins estéticos de rejuvenescimento em face. Entretanto, o aproveitamento desse material biológico vivo está diretamente relacionado ao seu adequado manejo e transporte, desde sua coleta, processamento e envio para aplicação clínica. Este trabalho teve como objetivo caracterizar a FVE obtida a partir da paCAB, e também verificar se o plasma pobre em plaqueta (PPP) autólogo é eficiente na manutenção da viabilidade celular, podendo ser uma opção de meio para transporte até sua aplicação clínica mediata. Três pacientes com indicação da realização de bichectomia participaram da pesquisa. Antes da remoção da paCAB foi realizada a coleta sanguínea venosa para a obtenção do PPP. A paCAB bilateral coletada foi enviada para o Centro de Processamento Celular Curityba Biotech e submetida ao protocolo para desagregar as células da matriz extracelular. Ao final, a FVE foi fracionada em alíquotas que foram acondicionadas em seringas e em placas de cultivo, e impostas a ensaios para se avaliar a viabilidade celular nos tempos 0, 24 e 48 h. A viabilidade celular e a caracterização das células presentes na FVE foram avaliadas por microscopia de luz e imunofenotipagem por citometria de fluxo. Uma amostra foi mantida em garrafa de cultivo até atingir 7x106 células. Após, foram impostas a comprovação da presença de células-tronco mesenquimais (CTM) capazes de se manter em cultivo padrão. A amostra analisada por imunofenotipagem confirmou a existência das seguintes células: células-tronco mesenquimais e hematopoiéticas, células endoteliais e células T.