
A administração sistêmica de extratos de arnica é segura? Uma revisão sistemática de ensaios pré-clínicos
Author(s) -
Virgínia Moura Oliveira,
Douglas Vieira Thomaz,
Farah Maria Drumond Chequer,
Nayara Ragi Baldoni,
Renê Oliveira do Couto
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i8.17257
Subject(s) - traditional medicine , medicine
Os extratos de “Arnica” são amplamente usados na medicina popular para tratar doenças inflamatórias agudas e crônicas. No entanto, seus efeitos tóxicos mediante uso sistêmico ainda não são totalmente compreendidos. Portanto, este trabalho fornece uma revisão sistemática sobre a segurança de extratos de arnica em ensaios pré-clínicos cobrindo sua administração oral e intraperitoneal em modelos animais. Para tanto, a diretriz PRISMA foi seguida e o protocolo do estudo foi registrado no PROSPERO (CDR42020167112). As pesquisas foram realizadas nas bases de dados PubMed (MEDLINE), Scopus, Science Direct, Web of Science (Science Citation Index) e Biblioteca Virtual da Saúde (BVS); enquanto a ferramenta de risco de viés do SYRCLE e o checklist CAMARADES foram usadas para avaliar a qualidade científica. De 382 artigos, cinco estudos atenderam aos critérios de elegibilidade e foram submetidos à análise qualitativa. Dados de toxicidade aguda foram relatados em todos os artigos selecionados, e o tempo de tratamento foi de até 14 dias. Além disso, as seguintes espécies foram relatadas: Solidago chilensis (categorias de perigo de 4 e 5 para administração i.p e v.o, respectivamente); Solidago microglossa (categoria de perigo de 3, i.p); Lychnophora trichocarpha (categoria de perigo ≥ 4, i.p); e Lychnophora pinaster (categoria de perigo ≥ 4, v.o). Os extratos alcoólicos apresentaram maior potencial tóxico, que aumentou de forma dose-dependente após 100 mg/Kg. Com relação à toxicidade órgão-específico, os artigos relataram hepatotoxicidade e nefrotoxicidade após análise histopatológica. No entanto, a segurança de S. chilensis, L. pinaster, L. trichocarpha e S. microglossa após a administração sistêmica permanece incerta devido à qualidade experimental limitada dos artigos incluídos, bem como a falta de relatos sobre toxicidade crônica, farmacocinética e estudos de mutagenicidade.