
Avaliação do potencial antiaderente do óleo de lavanda contra cepa de Escherichia coli
Author(s) -
Filipe de Oliveira Lima,
Thallita Alves dos Santos,
Maria Tays Pereira Santana,
Sheyliane Rego Morais,
Lucas Linhares Gomes,
Laís Sousa Maia,
Natália Oliveira Matos,
Maria Ruhama Ferreira Alves,
Quemuel Pereira da Silva,
Paula Lima Nogueira,
Fabiana Larissa Santos de Medeiros,
Rosana Araújo Rosendo,
Luciano de Brito Júnior,
Aleson Pereira de Sousa,
Abrahão Alves de Oliveira Filho
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i8.17225
Subject(s) - physics , microbiology and biotechnology , chemistry , biology
Terapias endodônticas convencionais utilizam instrumentos mecânicos e soluções irrigadoras para promover a descontaminação dos canais; porém, a presença de bactérias mais resistentes e com maior capacidade de aderência às paredes dentinárias acaba levando ao desenvolvimento de infecções secundárias. Hodiernamente, ocorrem grandes avanços nas pesquisas científicas com uso de produtos naturais visto que extratos e óleos de diversas plantas possuem propriedades antimicrobianas e afetam o biofilme. O presente trabalho avaliou o potencial antiaderente do óleo essencial de Lavandula hybrida Grosso contra cepa de Escherichia coli. Para isto, foram realizadas: a avaliação da Concentração Inibitória Mínima de Aderência (CIMA) do óleo contra cepa de E. coli e a comparação da potência antiaderente do óleo com a clorexidina 0,12%. Os ensaios foram realizados utilizando a técnica de tubos inclinados para determinação da CIMA ao vidro, na presença de 5% de sacarose. Observou-se que o óleo apresentou CIMA de 1:16, enquanto que o controle positivo (digluconato de clorexidina 0,12%) apresentou CIMA de 1:8. Nota-se que foi necessário uma concentração duas vezes menor do óleo para inibir a adesão da bactéria à parede do tubo em comparação com o principal antisséptico químico usado em tratamentos odontológicos. Conclui-se que o óleo em questão mostra-se apto para desenvolvimento de soluções irrigadoras dos canais radiculares ou ainda de ser empregado como substância irrigadora auxiliar, pois apresenta capacidade de inibir a aderência de Escherichia coli, uma das bactérias que compõe o biofilme patogênico encontrado nas infecções endodônticas secundárias.