
Avaliação do potencial de germinação de sementes de duas espécies, exótica e nativa, de Fabaceae como estratégia de colonização em ambiente degradado
Author(s) -
José Antonio da Silva Dantas,
Abraão Carneiro do Carmo Rodrigues,
Leticia Alves,
Luís Carlos Soares Queires,
Maria Dolores Ribeiro Orge,
Enéas Lima Santos,
Cláudio Roberto Meira de Oliveira,
Ludmilla de Santana Luz,
Wilma Santos Silva
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i8.16038
Subject(s) - horticulture , biology , leucaena leucocephala
O potencial de germinação de sementes de duas espécies de Fabaceae foi avaliado como estratégia de colonização de ambiente degradado. Sementes das espécies exótica Leucaena leucocephala (leucena) e nativa Enterolobium contortisiliquum (tamboril) foram tratadas por escarificação física (cocção a 100ºC, 10 min) e química (H2SO4 conc., 15 min), cultivadas em terra vegetal e vermiculita. Para ambas as espécies vegetais, a alta temperatura inviabilizou as sementes, mas a escarificação por ácido foi eficiente. Apesar de baixo, o potencial de germinação da espécie nativa, 30% e 40%, foi o dobro da espécie exótica, 15% e 20%, respectivamente em terra vegetal e vermiculita. O resultado do grupo controle mostrou que o tipo de substrato não influenciou o processo de germinação e apenas as sementes da espécie exótica germinaram nos dois substratos. Espécies exóticas são invasoras agressivas pela baixa exigência para germinação e consequente eficiência de colonização em áreas degradadas. Em condições naturais, a superação da dormência e a germinação de sementes podem ocorrer após tratamento ácido no estômago dos dispersores, como aves e mamíferos terrestres, e o contato com a umidade do solo. O potencial de germinação da espécie nativa E. contortisiliquum, superior ao da exótica L. leucocephala, configura uma vantagem estratégica da espécie nativa (pioneira longeva/secundária inicial) de floresta semidecídua e confirma seu papel ecológico para recuperação de áreas degradadas do domínio Mata Atlântica no estado da Bahia (Brasil).