
Cobertura vacinal para Poliomielite na Amazônia brasileira e os riscos à reintrodução do poliovírus
Author(s) -
Camila Leal Barbosa,
Adriano Crizel Diehl,
Alice Costa Ferreira da Silva,
Ana Beatriz Santos de Oliveira,
Brenda Alves da Silva,
Gabriel Silva Loureiro Godinho,
Gabriel Kisiolar Vaz Ferreira,
Maria Helena Rodrigues de Mendonça,
Sérgio Beltrão de Andrade Lima,
Victor Ricardo Baia Souto,
Ztheffny Holenk da Silva Tadaiewsky
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i7.16768
Subject(s) - medicine , gynecology , humanities , art
Objetivo: Analisar a cobertura vacinal para poliomielite e a estratégia de vigilância da Paralisia Flácida Aguda (PFA) na Amazônia brasileira, no período de 2010 a 2019. Metodologia: Estudo observacional, de caráter transversal, com aspecto descritivo e analítico da série temporal da cobertura vacinal de rotina para Vacina Inativada Poliomielite (VIP) e Vacina Oral Poliomielite (VOP) e o Coeficiente de incidência/100.000 habitantes das notificações PFA de 2010 a 2019. Resultados: Foi observada baixa cobertura vacinal para ambas as vacinas nos estados e municípios, média máxima para o RO e mínima no AP: 104,2% e 78,7% para VIP; 84,1% e 55,1% para VOP, respectivamente, apresentando heterogeneidade e taxa de abandono para ambas as vacinas e todos os estados classificados como risco muito alto para transmissão da poliomielite. Quanto às notificações de PFA, houve 591 casos notificados, com maior coeficiente de incidência na faixa de 1 a 4 anos (13,8/100.000hab), com maior parte dos desfechos sem confirmação para poliovírus selvagem, portanto, descartados. Contudo, chama atenção para os casos “associados à vacina” e “inconclusivos” que correspondem ao somativo de 2% e 5,7% no período analisado, respectivamente. Conclusão: Foi observada baixa cobertura vacinal para VIP e VOP, falha na homogeneidade nas coberturas vacinais, aumento da taxa de abandono das doses e o alto risco de transmissão da doença, além da vigilância pouco sensível da PFA. Logo, aumento da vulnerabilidade e suscetibilidade à reintrodução do poliovírus.