
Resiliência e sua associação com religiosidade, espiritualidade e distúrbios afetivos em pacientes renais crônicos dialíticos
Author(s) -
Cláudia Maria Costa de Oliveira,
Amara Alcântara Gouveia,
Beatriz Melo,
Maria Eduarda Coimbra Rocha Jucá,
Francisco Thiago Santos Salmito,
Daniela Costa de Oliveira Santos,
Aline Moreira do Vale Mota,
Marcos Kubrusly
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i7.16106
Subject(s) - humanities , psychology , philosophy
Objetivos: avaliar o estado de resiliência e investigar sua associação com religiosidade/espiritualidade e distúrbios afetivos em diálise. Métodos: Estudo de centro único, transversal, com pacientes com idade ≥ 18 anos, tempo de diálise ≥ 6 meses. Os instrumentos da pesquisa foram a Escala de Resiliência-14 itens; Escala DUREL; Escala de Experiências Espirituais Diárias (EEED); e Escala de ansiedade, depressão e estresse (EADS). O estado de resiliência foi classificado e sua associação testada com a religiosidade, espiritualidade, estado de ansiedade-estresse-depressão dos pacientes. Resultados: Participaram 58 pacientes, 55,2% masculino, idade média 51,5 anos. A resiliência foi muito baixa/baixa/no limite inferior em 15,5%, moderada em 31%, moderadamente alta/alta em 50% dos pacientes. Foi detectada diferença significativa nos escores de depressão, ansiedade, estresse e religiosidade intrínseca segundo o grau de resiliência, com pontuação mais elevada nos pacientes com resiliência mais baixa. A resiliência teve correlação linear negativa moderada com o escore de RI (r=-0,407; p=0,002), de ansiedade (r =-0,360; p = 0,006) e de depressão (r=-0,316; p = 0,016) e correlação negativa fraca com EEED (r=-0,281; p = 0,034). Não houve associação com idade, estado civil, nível econômico ou cultural, tipo de religião ou exames laboratoriais em diálise. Conclusão: A resiliência foi moderadamente alta/alta em 50% dos pacientes em diálise, e quanto maior o nível de resiliência, observou-se estado afetivo mais positivo, melhor vivência plena da religiosidade e maior frequência nas experiências espirituais com Deus. Intervenções que possam auxiliar no manejo das dificuldades e adaptações à doença renal crônica devem ser promovidas.