
Avaliação da função sexual de mulheres jovens brasileiras durante a pandemia de SARS-CoV-2: Um estudo observacional
Author(s) -
Magdalena Muryelle Silva Brilhante,
Maria de Fátima Duarte Marinho,
Adriana Gomes Magalhães,
Grasiéla Nascimento Correia
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i5.15258
Subject(s) - medicine , gynecology
Introdução:A pandemia de SARS-CoV-2 gerou um impacto na saúde sexual e reprodutiva principalmente por ser uma doença com alta transmissibilidade entre indivíduos que mantém contato próximo. Objetivo: Avaliar o impacto do isolamento social na função sexual, qualidade de vida, e autoimagem de mulheres nulíparas, antes e durante a pandemia de SARS-CoV-2. Métodos: Estudo analítico observacional longitudinal, com mulheres de 18 a 35 anos, nulíparas, com ensino médio completo, que não realizaram tratamento fisioterapêutico prévio. A coleta de dados contemplava dados antroposociodemográficos e os questionários Female Sexual Function Index (FSFI), Short Form Health Survey 36 (SF-36), e a Escala de Silhuetas de Stunkard, Sorensen e Schlusinger (avaliação da autoimagem), aplicados antes e durante o isolamento social. A análise estatística foi realizada no GraphPad Prisma 6.0, e foi utilizado o teste de Shapiro Wilk, para analisar a distribuição da amostra, que foi não paramétrica, em seguida aplicou-se o Teste de Wilcoxon e a Correlação de Spearman. O nível de significância adotado foi p≤0,05. Resultados: Foram avaliadas 37 voluntárias, as variáveis sociodemográficas e o índice de massa corporal não apresentaram diferença entre as avaliações, durante o isolamento social o número de mulheres sedentárias aumentou (p<0.0001), a função orgástica melhorou (p=0,0081), a dor piorou significativamente no SF-36 (<0.0001), e quanto melhor foi o Estado Geral de Saúde do SF36 melhor foi a função sexual [p=0,04; r=0,37], na correlação da atividade física, o tipo de isolamento social e o escore total obtido no questionário FSFI, não foi verificado correlações significativas. Conclusão: O isolamento social, favoreceu a melhora da função orgástica, a piora da dor no SF-36, e não interferiu na insatisfação da imagem corporal, que permaneceu semelhante.