
Vigilância alimentar e nutricional: Cobertura e caracterização para crianças menores de 2 anos do Nordeste brasileiro
Author(s) -
Jussara Tavares Pessoa,
Fábia Morgana Rodrigues da Silva Dias,
Silvana Anelisa Bezerra de Andrade Souza,
Nathália Paula de Souza,
Vanessa Sá Leal,
Silvia Alves da Silva,
Maria Goretti Pessôa de Araújo Burgos,
Poliana Coelho Cabral
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i5.14909
Subject(s) - medicine , zoology , environmental health , biology
Objetivo: Avaliar a cobertura do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) para menores de 2 anos do Nordeste brasileiro e caracterizar seu estado nutricional e o consumo alimentar, segundo sexo e origem dos dados, no ano de 2019. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, cuja coleta de dados foi realizada através dos relatórios públicos do SISVAN. As análises de associação foram feitas pelo teste do qui-quadrado, considerando-se valores de p < 0,05. Resultados: A cobertura geral foi menor que 50%, tanto na Região Nordeste como nos estados, exceto na Paraíba (54,07%), e a cobertura de consumo alimentar foi de 5,50%. Quanto ao estado nutricional, observou-se elevados excesso de peso (20,64%), déficit de peso (7,89%) e déficit de estatura (18,1%), todos estatisticamente maiores para o sexo masculino. Para os marcadores de consumo alimentar entre crianças de 6 a 23 meses, considerou-se elevado o consumo de alimentos ultraprocessados (46,84%), bebidas adoçadas (28,33%), macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote ou biscoitos salgados (22,77%) e biscoitos recheados, doces ou guloseimas (25,6%). O consumo de alimentos ricos em ferro foi baixo (14,65%). O aleitamento materno exclusivo foi observado em menos da metade dos menores de 6 meses (44,58%), a introdução de alimentos aos 6-8 meses foi baixa (23%) e quase metade das crianças entre 6 e 23 meses não estava em aleitamento materno continuado (44%). Conclusão: É incipiente a cobertura do SISVAN para crianças nordestinas menores de 2 anos; estas mantém práticas alimentares inadequadas, baixo aleitamento materno e elevados excesso de peso e déficit pôndero-estatural.