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Biossorção do corante vermelho escarlate direto por bagaço de mandioca
Author(s) -
Ingridy Alessandretti,
R Jesús,
Sumaya Ferreira Guedes,
Juliana Maria de Paula,
Claudinéia Aparecida Queli Geraldi
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i4.13964
Subject(s) - chemistry , nuclear chemistry , physics , humanities , art
A indústria têxtil faz uso de corantes nos processos de tingimento, gerando efluentes com potencial tóxico ao meio ambiente e seres humanos, se não tratados adequadamente. A biossorção é uma alternativa para remoção de corantes de matrizes aquosas, sendo uma técnica de baixo custo e efetiva, possibilitando ainda, o uso de resíduos agroindustriais. Portanto, esse trabalho objetivou avaliar a capacidade de remoção do corante vermelho escarlate direto utilizando como biossorvente o bagaço de mandioca, um resíduo amplamente gerado no Brasil. O biossorvente foi caracterizado quanto a sua área específica superficial. Inicialmente, testes preliminares foram realizados para obter as melhores condições de pH, temperatura e velocidade de rotação, e posteriormente, foram realizados testes cinéticos e de equilibrio de adsorção. A modelagem matemática foi empregada a fim de compreender os mecanismos envolvidos na adsorção do corante. O bagaço de mandioca apresentou área superficial específica de 3,012 m² g-1, com presença de microporos. Os ensaios de biossorção em batelada, obtiveram condições ótimas de operação em pH 2, 50 °C e 90 rpm. Na cinética, em 300 min obteve-se remoção de 84%. Nas isotermas de adsorção, a capacidade máxima de adsorção em monocamada estimada pelo modelo de Langmuir foi de 25,1 mg g-1. Na modelagem matemática, ambos os modelos de Pseudo-primeira ordem, Pseudo-segunda ordem e Elovich, representam os dados cinéticos, sugerindo ocorrência de mais de um mecanismo no processo, enquanto nas isotermas, os modelos de Redlich-Peterson e Toth sugerem uma tendência ao modelo de Freundlich. Em geral, o bagaço de mandioca mostrou-se um adsorvente eficiente na remoção do corante em estudo.

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