
Hidrogeomorfometria da microbacia do rio Paraíso: informações para auxiliar o manejo dos recursos naturais na Amazônia Ocidental
Author(s) -
Marcelo Medeiros de Lima,
Miquel Victor Batista Donegá,
Tiago Way Serrão de Souza,
Mylena Rêgo Panza,
Fabrício Matheus Pimenta Pacheco,
Wanderson Cleiton Schmidt Cavalheiro,
Francisco Adílson dos Santos Hara,
Jhony Vendruscolo
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i3.13367
Subject(s) - geography , amazon rainforest , forestry , humanities , art , biology , ecology
A análise das características da paisagem é o primeiro passo para o planejamento e a gestão adequada dos recursos naturais. Em face ao exposto, o presente trabalho tem como objetivo fornecer informações sobre as características da paisagem na microbacia do rio Paraíso, Amazônia Ocidental, Brasil. As informações estão associadas aos parâmetros geométricos, topográficos e hidrográficos, e dinâmica de cobertura do solo, e foram obtidas com o uso dos softwares QGIS, Google Earth e TrackMaker Free, imagens altimétricas (satélite ALOS) e de cobertura do solo (satélites Landsat 5 e Landsat 8), e dados da literatura. A microbacia do rio Paraíso tem área de 50,76 km2, forma alongada, baixa suscetibilidade a enchentes, altitudes entre 234 e 458 m, predomínio de relevo ondulado, rio de porte médio, padrão de drenagem dendrítico de 5ª ordem, alta densidade de nascentes, densidade de drenagem muito alta, canal principal sinuoso, baixo coeficiente de manutenção e alto tempo de concentração. No período de 1984 a 2020, a agropecuária avançou sobre as áreas de floresta nativa, chegando a ocupar 80,32% da área da microbacia e 64,21% da área de zona ripária no último ano. A microbacia tem elevado potencial para o desenvolvimento de sistemas agropecuários, contudo são recomendadas adoções de práticas de manejo conservacionista do solo e da água, a manutenção e/ou recuperação das florestas nativas protegidas por Lei, e a integração do componente arbóreo nos sistemas econômicos (ex: sistemas agroflorestais e agrosilvipastoris). Essas recomendações visam conciliar o desenvolvimento econômico e a conservação dos recursos naturais, ambos essenciais para o desenvolvimento sustentável da região.